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quinta-feira, 02 de setembro de 2010, 00:04

Alcides inaugura hospital

Venceslau Pimentel
 
Cinco dias após sancionar a lei que autoriza o Poder Executivo de Goiás a contratar o empréstimo de R$ 3,728 bilhões, para aporte de capital e ao pagamento de obrigações à Celg, o governador Alcides Rodrigues (PP) viajou ontem a Brasília, numa última cartada para tentar manter o acordo com o governo federal, selado por meio de protocolo de intenções com a Eletrobras.
Em entrevista à imprensa, após a solenidade de abertura da Semana da Pátria, na Praça Cívica, Alcides não escondia sua preocupação diante da possibilidade de o governo federal não referendar as mudanças feitas pela Assembleia Legislativa. Pelo projeto original, a primeira parcela, de R$ 1,2 bilhão, de um total de três, seria destinada, entre outras finalidades, ao pagamento de débito de ICMS da Celg com o governo, no valor de R$ 750 milhões.
“Eu tenho dito sempre que a situação da Celg estava resolvida. Lamentavelmente nós tivemos uma modificação no projeto original, que o alterou substancialmente, tirando todas as condições de uma renegociação, levando-se em conta o fluxo de caixa que estava sendo feito para o futuro”, afirmou, arrematando que tentaria reverter a situação. “Estamos lutando até o último momento. Nós temos até amanhã (hoje) para resolver essa questão.”
Segundo explicou, hoje é o último prazo, três meses antes do término das atuais administrações estaduais, que os Estados têm para assinar convênios e acordos financeiros com a União. “Tenho dito que Deus tem olhado sempre para a nossa administração, tantos foram os obstáculos, tantas foram as dificuldades, e mesmo assim nós trabalhamos muito para o povo, e, quem sabe, reparar aquilo que foi feito e que prejudicou tanto o Estado de Goiás.”

toalha
Para o presidente da Celg, Carlos Silva, o governador não “jogou a toalha” em relação à tentativa de salvar a companhia. “O governador não é homem de se curvar diante de desafios. É claro que ele continua fazendo todos os esforços e vai tentar buscar uma solução até o último minuto”, sustentou.
No entanto, ele disse que a alteração ao projeto tornou praticamente inócuas as ações do governo, e sem dinheiro no cofre, a Celg “é definitivamente uma empresa falida”, e que a salvação só viria “com dinheiro novo” do empréstimo.
Segundo Carlos Silva, não faltou empenho do governo em alertar os deputados sobre o acordo se tornar inviável caso o projeto fosse alterado. “Faltou patriotismo”, disse. Ele rechaçou as especulações de que a primeira parcela seria usada eleitoralmente por Alcides Rodrigues. “Esses 750 milhões pertencem a este governo, e é esse dinheiro é que está mantendo os aparelhos ligados da Celg. É ICMS de 2008, 2009 e 2010.”
Pelo protocolo de intenções, a primeira parcela seria repassada já agora em novembro, R$ 1,5 bilhão em janeiro de 2011, e R$ 1,08 bilhão em janeiro de 2012.

hospital
Ontem, na cidade de Goiás, o governador Alcides Rodrigues inaugurou o hospital municipal, com 60 leitos, que ficará sob a gestão da prefeitura, com contrapartida do governo do Estado. Alcides também inaugurou a reforma da agência do Ipasgo, o aeródromo, que passou por readequação da pista de pouso e ganhou novo terminal de embarque de passageiros. 
A obra de R$ 5,6 milhões foi executada por convênio do governo estadual com a Secretaria da Aviação Civil/Comando Aéreo Regional (Comar).  Também inagurou 5,5 mil metros lineares de asfalto em um bairro da cidade. Ao final da solenidade, ele anunciou que dentro de no máximo 40 dias será feita a licitação para que sejam iniciadas as obras de duplicação da GO-070, trecho entre Inhumas e cidade de Goiás. O projeto deverá estar concluído dentro de 30 dias.

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