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Política
Entrevista
12/09/2018 | 06h00
Zé Mário Schreiner (DEM): “Nós temos que destravar o Brasil”
O candidato critica fortemente a corrupção nos governos e o controle do Estado em ações que influenciam a iniciativa privada

Venceslau Pimentel* 

O  candidato a deputado federal Zé Mário Schreiner se posiciona como um candidato na defesa do setor produtivo brasileiro. Para ele, a burocracia dos governos minam o empreendedorismo e impedem o crescimento do país. Ele defende o modelo declaratório para a emissão de alvarás, como o da licença ambiental para o agronegócio. O candidato critica fortemente a corrupção nos governos e o controle do Estado em ações que influenciam a iniciativa privada. 

Como o agronegócio pode sair dessa crise econômica que o país atravessa? Como o  deputado federal poderá colaborar para que o setor volte a crescer?

É importante ressaltarmos que o agronegócio segurou o Brasil até agora, o setor agropecuário e o agronegócio praticamente carregaram o país nas costas no momento mais difício de recessão, foram oito trimestres de recessão e foi o agro que tirou o Brasil da maior recessão da história. As vezes as pessoas questionam que o agronegócio está indo bem, que ele não precisa ser zelado, mas temos que cuidar de tudo, não podemos descuidar daquilo que está indo bem, porque é ele que está puxando todo o processo. 

Qual a defesa? O que fazer?

Tenho defendido em Brasília que o agronegócio precisa ser zelado, para ter um seguro rural eficiente. Toda a situação que vive o empresário urbano o homem rural também enfrenta. Nós temos que destravar o Brasil, essa que é a realidade, nós precisamos deixar com que os brasileiros de bem possam trabalhar e possam produzir. Agora, todo esse processo burocrático tem atrapalhado a vida de todo mundo. Hoje empreender, crescer o próprio negócio e gerar mais emprego é uma dificuldade enorme, os governos não facilitam a vida das pessoas de bem. 

Falta atenção do governo em relação ao setor produtivo?

O setor privado brasileiro é visto com uma desconfiança enorme pelo governo, como se os governos fossem santos. São esses governos corruptos que vão dar emprego a 13 milhões de desempregados ou são as empresas, os produtores. Então é um processo totalmente invertido, os governos além de não darem conta daquilo que constitucionalmente tem que cumprir, eles ainda atrapalham a vida de quem trabalha e quer produzir. Se as pessoas me derem oportunidade de estar em Brasília, combaterei 24 horas por dia a burocracia do Brasil.

Onde tem mais problemas? 

Vou dar um exemplo muito claro, os processos de licenciamento demoram de três a dez anos. A lei me permite tirar uma licença que demora esse prazo. Isso não é a maior raiz e a fonte da corrupção no Brasil? Aí conforme o número de informações que você colocar no processo ele pode diminuir o tempo ou demorar mais ainda, ou ficar eternamento envagetado, como se aquele licenciamento estivesse sendo criminoso por oferecer emprego e renda. Totalmente equivocado. Aí as pessoas falam que sou ousado, moderno, que quero seguir as leis europeias e americanas, mas eu preciso seguir as leis de onde as pessoas tem dignidade, emprego, qualidade de vida melhor do que fazer como alguns que querem seguir leis da Venezuela. Preciso seguir as leis de países desenvolvidos e que dão oportunidades a todos os seus cidadãos.

Qual o modelo adequado para o Brasil?

O modelo da Receita Federal é declaratório, você informa o que tem e está certo. Agora, se te pegar, você está lascado. Porque nós não adotamos o processo declaratório em todos os processos do Brasil, como de licenciamento ambiental ou seja lá o que for? O proponente faz o projeto de acordo com a lei, o técnico assina, protocola e vai trabalhar. Se o Estado quer ter o controle, tudo bem, mas deixa quem quer trabalhar pelo bem do Brasil produzir. Faz-se o projeto e se o fiscal for lá e não tiver de acordo com o projeto e com a lei, autua, multa e prende o técnico e o proprietário, mas deixa as pessoas de bem trabalhar no Brasil. É isso que estamos falando, é facilitar a vida de quem vai efetivamente fazer o Brasil crescer. Não são os governos que vão fazer o governo crescer, eles tendem só a fazer o país encolher. (*Especial para o Hoje) 

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