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Política
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11/09/2018 | 06h00
Zé Eliton reage a acusações de opositores
Governador acusou adversários de tentarem desconstruir ações da administração estadual

Especial para O Hoje*

O governador e candidato à reeleição José Eliton (PSDB) reagiu ontem aos ataques de adversários, durante debate realizado na sede da Ordem dos Advogados do brasil (Seção-GO), promovido por emissoras de TV e rádio e portal da capital.

De acordo com Eliton, há um nítido acordo entre Ronaldo Caiado (Democratas), Daniel Vilela (MDB), Kátia Maria (PT) e Wesley Garcia (Psol), presentes ao debate, como forma de desqualificar as ações do seu governo e das gestões do ex-governador Marconi Perillo (PSDB).

“Vocês observam que os quatro candidatos da oposição se unem para tentar desqualificar um estado que é referência para o Brasil, campeão na geração de empregos, campeão na educação, um estado que melhorou na segurança pública, na saúde, e que tem um campo altamente produtivo e que aumentou a sua produtividade”, destacou o governador.

À plateia presente no auditório da OAB-GO, Eliton disse ter orgulho dos companheiros de chapa e que vai continuar fazendo com que o Estado avance cada vez mais, mas tratando a gestão com seriedade e responsabilidade. “Tem candidato que propõe discutir convênio com os municípios em relação a assistência judiciária, mas ele não sabe nem o que está falando”, afirmou, referindo-se a Caiado.

“Assistência judiciária é de competência do Estado e é o juiz que nomeia o advogado dativo. Virou um festival de bravatas, mas isso é bom porque o eleitor pode saber quem tem conteúdo, quem tem preparo e quem apenas fica falando superficialmente e não entra nos temas de interesse da sociedade”, reagiu. “Tem candidato que não responde a nenhuma pergunta objetivamente. O que nós fazemos é justamente responder e apresentar propostas como fiz aqui hoje (ontem)", pontuou.

O tema da assistência judiciária foi levantado por um dos membros da direção da OAB, sobre como cada candidato trataria sobre a implementação da lei que institui a Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem da administração estadual.

Sobre o assunto, o governador disse que os adversários “jogam para a plateia”. Ele sustentou que foi feito um acordo, inclusive com a presença do presidente da OAB, da forma de constituição do fundo para bancar despesas com a assistência judiciária e a forma de integralização desse fundo para o pagamento dos honorários ativos.

“Eu fiz a interlocução. É um festival de bravatas, de argumentos sem qualquer fundamentação. É preciso tratar a política com seriedade, é preciso tratar temas com a correção que eles merecem”, defendeu.

Corrupção

Durante o debate, José Eliton respondeu à colocação de Ronaldo Caiado, de que o combate à corrupção é a prioridade de seu governo, case vença as eleições. “O senador Ronaldo Caiado não tem autoridade moral para falar em corrupção". "Ele se calou diante de denúncias contra integrantes do DEM e da coligação dele", disse o tucano.

Eliton cobrou de Caiado um posicionamento sobre o assunto, mas disse que o democrata não responde à pergunta. “Ele fica tergiversando, e elucubrando, falando de corrupção, uma situação que não existe em nosso governo", sustentou, citando denúncias de corrupção envolvendo correligionários dele, como o presidente nacional do Democratas, Agripino Maia.

De igual forma, o governador respondeu às declarações de Daniel Vilela, de que Goiás vive o caos, com suas contas fiscais no vermelho. "Talvez o senhor não tenha conhecido o Estado de Goiás como ele era e como está hoje", pontuou, ao mesmo tempo em que destacou obras espalhadas por todo o Estado, citando, inclusive, o Entorno do Distrito Federal. Vilela havia dito que faltam investimentos na região. “O senhor, realmente, não conhece a região”, disse.

 Caiado afirma que o foco do debate é o cidadão goiano e evita atritos 

Durante o debate, o senador e candidato Ronaldo Caiado (DEM) tentou evitar polemizar com os adversários, procurando se restringir a debater os temas propostos pela OAB e as indagações feitas por Zé Eliton, Daniel Vilela, Katia Maria e Wesley Garcia.

Ao ser questionado pela imprensa sobre as colocações feitas pelos candidatos, ele disse que o foco principal do debate deve ser o cidadão goiano. “Aqui que ele (o cidadão) deseja ouvir do candidato não são provocações, muito menos problemas de ordem pessoal. Mas soluções para o seu dia a dia, pois quem sofre com o problema de transporte, a falta de segurança, a falta de educação, com a saúde caótica é o cidadão”, salientou.

Para Caiado, o eleitor quer saber dos candidatos o que eles têm de concreto para melhorar a sua vida. “E foi assim que foquei o nosso tempo debate, aproveitando todos os minutos para dizer das mudanças e transformações que nós vamos fazer na política do nosso Estado de Goiás em relação ao cidadão”.

Caiado frisou que há muitas propostas apresentadas pelos candidatos, mas que isso só não basta, porque é o eleitor que vai sentir se quem está falando “tem credibilidade moral para implantar o que ele está dizendo”. “Dizer, as pessoas podem dizer. É importante que as pessoas avaliem a vida pregressa de cada candidato, a experiência de cada um deles, a credibilidade de cada candidato, para que ele passe a confiar, ou não, e ver quem tem capacidade de mudar Goiás”.

Indagado pela imprensa como respondia aos adversários que falam que há bravata de sua parte com relação a determinados assuntos, Caiado evitou o embate. “Não cabe a mim entrar nesse tipo de provocação. Até porque o ambiente não é esse aqui na OAB. Apresentamos propostas relevantes, como recuperar as finanças do estado, tolerância zero para a corrupção, pois o Estado não é feito para enriquecer grupos, mas para beneficiar o cidadão, com a aplicação correta do dinheiro público”.

Ao falar se incorporaria ao seu plano de governo alguns tópicos apresentados pelos adversários, o democrata respondeu que sim, por não se dono da verdade. “Eu vou buscar opiniões não só dos candidatos, mas do cidadão, de entidades de classe e de todos aqueles que têm sugestões a apresentar. Nosso plano é aberto a sugestões a novas ideias”, afirmou. “Tenho muito receio de governantes que acham que são o dono da verdade. Que sabem tudo”.

Compliance

Sobre uma de suas prioridades, o combate à corrupção, o senador disse que pretende, se eleito, implantar o compliance público, que é um conjunto de práticas e regras para se controlar e gerir os gastos públicos, e incluiu a OAB Goiás como parceira. "Vou fazer, sim, transparência total no governo, combate à corrupção e boa utilização da máquina, com a participação de todos. No compliance público que instalarei teremos a presença de advogados participando das decisões do governo. Vocês serão convocados para estarem lá, saber como se gasta os recursos, e como é aplicado cada real". 

Compromisso

Ao ser questionado sobre suas propostas para mudar a situação do Estado, o candidato Ronaldo Caiado firmou compromisso de constituir uma força-tarefa para enfrentar a corrupção e dar transparência ao uso do dinheiro público.

 Daniel defende PEC do Teto e questiona contas 

O deputado federal e candidato ao governo, Daniel Vilela (MDB), defendeu a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto de Gastos Públicos, por entender que a medida equaliza despesas com receitas. Ao mesmo tempo, afirmou que há um desequilíbrio nas contas do governo. “O que falta é gestão fiscal. “Goiás vive dias difíceis”, disse  ao abordar temas durante o debate. 

Mesmo destacando que Goiás é um Estado forte e grande e com gente trabalhadora, ele disse que a saída da crise econômica passa por uma política fiscal responsável e que seja transparente, melhorando a qualidade dos gastos. “É preciso reconhecer que Goiás gasta muito e gasta mal. Não há planejamento, transparência nem eficiência”, afirmou Daniel.

Ao falar sobre assistência judiciária, ele assegurou que há atraso no pagamento de advogados dativos pelo Estado e afirmou que o fundo destinado à essa assistência vai para a conta única do governo. “Os senhores são prova de que o pagamento dos serviços de assistência judiciária está atrasado, alguns há mais de cinco anos. Não tem uma sistematização desses pagamentos. A verdade é que a prioridade desse governo sempre foi alimentar a vaidade de seus líderes e não resolver os problemas das pessoas”, criticou.

Mais uma vez Daniel Vilela afirmou que o Entorno do Distrito Federal clama por investimentos, com destaque para a ausência decursos profissionalizante. “Vocês criaram o Itego de Santo Antônio do Descoberto, mas ele nunca funcionou. Está fechado há quase um ano”, pontuou. Ele também apontou que um dos pontos que travam o crescimento do Estado são os impostos. “Hoje Goiás tem uma das mais altas cargas tributárias do País e isto afasta novos investidores. Pretendemos implantar uma política de redução de impostos condicionada a metas de arrecadação. Outros Estados conseguiram fazer isto com bons resultados. Por que não podemos também?”, indagou.

“Tenho certeza que, juntos, podemos dar a volta por cima, com mais saúde, ampliando rede de atendimento, com mais segurança, mais policiais nas ruas, mais gestão eficiente, concluindo obras inacabadas com programas sociais efetivos. Tenho certeza que vamos fazer com que Goiás possa olhar para futuro e dar um novo salto de desenvolvimento”, aposta Daniel Vilela. 

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