21 de novembro de 2018 - quarta-feira

Euro R$ {{cotacao.valores.EUR.valor| number:3}}    Dólar R$ {{cotacao.valores.USD.valor | number:3}}
{{tempo.cidade}}
{{tempo.previsoes[0].temperatura_min}}° MIN {{tempo.previsoes[0].temperatura_max}}° MÁX
Política
Entrevista
30/08/2018 | 06h00
Jorge Kajuru (PRP) : “Não quero benefício nenhum”
Pré-candidato e atual vereador de Goiânia admite fazer campanha sem recurso financeiro e, segundo ele, viaja pelo estado de ônibus para conversar com os eleitores

Lucas de Godoi e Rubens Salomão*

O candidato ao Senado pela chapa de Ronaldo Caiado (DEM), Jorge Kajuru (PRP), vereador por Goiânia, admite fazer campanha sem recurso financeiro e, segundo ele, viaja pelo estado de ônibus para conversar com os eleitores. A primeira proposta de Kajuru é polêmica: abrir mão de todos os benefícios que o cargo oferece, como moradia oficial e motorista. Kajuru pretende investir 50% do salário de senador em instituições filantrópicas, uma ação que já realiza como vereador. O bom senador para Kajuru é aquele que destina uma emenda parlamentar e a acompanha até o destino final.

Como está a campanha para senador? Que diferença o senhor tem visto dessa campanha majoritária para as proporcionais que participou?

Minha estrutura é zero, até porque não seria candidato pensando em estrutura. Entendo que é uma campanha de tostão contra milhões, se você somar Marconi Perillo, Lúcia Vânia e Vanderlan Cardoso, só aí tem R$ 100 milhões de campanha. Lembrando que a Legislação Eleitoral estabelece R$ 3,5 milhões por candidato. Esses já gastaram R$ 3,5 milhões na primeira semana. O que eles vão ter de caixa dois não está escrito no gibi. Mas é uma campanha de tostão prazerosa. Viajo de ônibus normal. Para os que acham que não sou conhecido no interior do estado, digo que tenho 40 anos de televisão brasileira.

Isso vira voto?

Claro que vira. Todos me conhecem de São Paulo. Além do prazer de me conhecer pelo fato da televisão, eles conhecem o que faço como político porque dei várias entrevistas nacionais. Os políticos se acham conhecidos, mas até o Ronaldo Caiado fica assustado comigo. Tem gente que fala “eu quero tirar foto com o Kajuru e não com o Caiado”. E olha que o Caiado é conhecido.

E aquela história de que o senhor não seria candidato e se fosse era para roubar, uma entrevista na Rádio K. O que mudou?

Quem me tirou da televisão brasileira foi a classe política, então não tenho compromisso com a frase dita naquela época. Os sentimentos mudaram. Só não imaginava nunca que aquela frase fosse me tirar da televisão. Os políticos me demitiram de todas as emissoras que trabalhei. Então resolvi ir ao campo deles, e no campos deles vou tirá-los, assim como eles tiraram o Kajuru do campo dele. Só que vou tirá-los não covardemente, vou tirá-los documentalmente mostrando à população quem de fato eles são.

E suas propostas como senador?

Abri mão de todas as regalias que os senadores têm, não quero benefício nenhum. Jamais vou morar em casa de Senado, vou morar no meu apartamento e pronto. Isso tudo foi registrado em cartório. Quero ver quem vai ser senador com civismo e brasilidade. Vou cortar na própria carne. Quem vai aceitar cortar 50% do orçamento ao erário? Relativo ao custo de cada senador. Você sabe quanto custa um senador por ano? Eu perguntei ao Ronaldo Caiado que é senador e ele não sabia. Um senador custa R$ 3 bilhões por ano. Se eles abrissem mão de tudo isso que eles custam e investissem esse dinheiro em educação para qualificar melhor nossos educadores, que passariam a receber a metade do que recebe um congressista brasileiro, seria uma economia fantástica para investimento nas escolas públicas e nas universidades.

O senhor criticou os políticos que viajam de avião, mas vai dar tempo de visitar o Estado de Goiás indo de ônibus?

Não vai. Vou levar minha mensagem via redes sociais. Vou chegar a umas 100 cidades no estado, mas vou com meu dinheiro. O apresentador José Luiz Datena, que considero meu irmão, quis me ajudar financeiramente, mas não aceitei. Ele já me ajudou para vereador. Não quero mais, minha campanha é barata. Quem está comigo é voluntário. Não recebo cachê e não tenho salário para pagar. As sete pessoas que estão comigo, estão pelo projeto que represento.

No Senado, o senhor será o primeiro a cortar regalias?

O senador José Antônio Reguffe (Sem partido-DF) faz isso, mas faz errado. Ele economiza e devolve o dinheiro ao erário e esse dinheiro vai parar no ralo da corrupção. Eu recebo o dinheiro e destino para instituições que são escolhidas pelos meus próprios colegas da Câmara Municipal. Lá no Senado vou destinar também. Reconheço que vou precisar de 50% do salário para me manter em Brasília. Não vou morar naquela mansão oficial do Senado nem vou querer os seis empregados que o senador tem direito.

Que Leis o senhor apresentaria no Senado para melhorar a vida da população brasileira?

Quero usar as emendas que os senadores têm direitos para destinar aos municípios do interior. Não farei como a Lúcia Vânia que envia uma emenda e não acompanha se realmente vai chegar ao seu destino final.

Seu companheiro de chapa, Wilder Morais, não faz a mesma coisa?

Ele destina a emenda, não sei se ele acompanha também. Não faço média nem com ele porque não ando no avião dele, não tomo café com ele.

É uma prática comum dos políticos.

Uma prática errada, se o Wilder Morais fizer isso também, meto o pau nele. Falo dela (Lúcia Vânia) porque tenho os documentos do Senado Federal. Nenhuma obra na qual ela destinou emenda foi concluída.

O senhor falou até agora do primeiro projeto. Quais são os outros?

Eu tenho 24 projetos. Tenho projeto de revitalização do Rio Araguaia e Tocantins na área de Meio Ambiente. Meu projeto é feito pelo maior ambientalista do Brasil. Para a Saúde, quero estender o Centro de Atenção ao Diabético, que criei em Goiânia e é o primeiro do Brasil. Quero que todos os diabéticos do Brasil tenham acesso a tratamento gratuito pelo SUS num Centro do Diabético. Tenho 101 projetos na Câmara Municipal de Goiânia. Destaco o Centro do Diabético e o Família Acolhedora, que dá suporte à crianças e adolescentes em situação de abandono.

Sobre o Pacto Federativo, o que pretende fazer no Senado?

O governo federal precisa entender que os municípios necessitam de um prazo mais longo para pagar as dívidas e fazer o recuso chegar através das emendas impositivas. O senador que não souber brigar por recursos para o seu estado, ele está brincando. É preciso brigar lá da tribuna do Senado, visitar o presidente da República para brigar, invadir o gabinete dele se precisar.

 
Tópicos:  Kajuru,   PRP,   Candidato

Comentário

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.
(62) 3095-8700 / 3095-8722 (dp. comercial)