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12/09/2018 | 09h15
Rússia propõe assinar tratado de paz com o Japão neste ano
Putin disse que há "70 anos estamos dialogando" para que Kremlin e Tóquio fechem o tratado

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira (12) que está disposto a assinar o tratado de paz com o Japão, pendente desde o fim da Segunda Guerra Mundial, "antes do fim de ano" e "sem precondições".

No plenário do Fórum Econômico Oriental, realizado na cidade de Vladivostok (Rússia), Putin disse que há "70 anos estamos dialogando" para que Kremlin e Tóquio fechem o tratado, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, propôs "mudar a abordagem" para subscrevê-lo finalmente.

"Eu tinha uma ideia muito simples agora: vamos assinar o tratado de paz, não agora. Mas sim antes, do fim do ano, sem condições prévias de qualquer tipo", afirmou Putin, em seu discurso transmitido ao vivo pela TV.

E então com base nesse tratado e como amigos poderemos seguir discutindo todas as nossas disputas. Isto deveria tornar tudo mais fácil", ressaltou.

Anteriormente, Abe, que mostrou ao público composto por delegações diplomáticas e empresários um vídeo sobre a cooperação entre os dois países em diferentes setores, tinha pedido a Putin que trabalhem em conjunto na finalização do tratado de paz, embora tenha admitido que não será "fácil".

"Presidente Putin, reiteramos nossa intenção: se não for agora, quando?", perguntou, e pediu ao público que apoie este objetivo com um aplauso.

O presidente russo disse que tanto ele como Abe "querem chegar ao ponto em que possamos assinar o tratado", descrito por ele como "muito importante para as relações bilaterais" e um passo que "deveria criar uma situação favorável na região".

"O Japão é nosso parceiro natural e queremos que nossa relação seja muito melhor", disse Putin, sentado no palco do Fórum Econômico Oriental ao lado de Abe, o presidente da China, Xi Jinping, o primeiro-ministro sul-coreano, Lee Nak-yeon e o presidente da Mongólia, Khaltmaagiin Battulga.

Desta forma, as duas partes pretendem avançar para a resolução da disputa litigiosa que mantêm desde o final da Segunda Guerra Mundial pela soberania das ilhas Curilas, confiscada do Japão pela extinta União Soviética e que desde então vem atrapalhando as relações entre os países.

Em 1956, a União Soviética e o Japão assinaram uma declaração em que retomaram relações diplomáticas e estabeleceram as normas que as partes deveriam cumprir para a assinatura do tratado de paz.

O texto da declaração afirma que, primeiro, o tratado de paz é assinado e, depois entregue ao Japão, Habomai e Shikotan, duas das quatro ilhas Curilas, mas não diz em que condições ou que sob qual soberania ficam.

A declaração foi não apenas assinada, mas ratificada pelos parlamentos dos dois países, como Putin lembrou hoje.

No entanto, Japão e União Soviética renunciaram, por distintos motivos, o cumprimento da declaração e, isso foi até o ano 2000 quando Moscou e Tóquio voltaram a falar sobre a possibilidade da assinatura do tratado de paz.

O Japão reivindica as quatro ilhas Curilas - os "territórios do norte", como são chamados no país asiático. 

Fonte: Agência EFE 

Tópicos:  Japão,   Rússia,   Paz

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