22 de outubro de 2018 - segunda-feira

Euro R$ {{cotacao.valores.EUR.valor| number:3}}    Dólar R$ {{cotacao.valores.USD.valor | number:3}}
{{tempo.cidade}}
{{tempo.previsoes[0].temperatura_min}}° MIN {{tempo.previsoes[0].temperatura_max}}° MÁX
Esporte
Jogos Abertos
09/09/2018 | 10h15
Basquete em cadeira de rodas: histórias de superação e amor
Atletas contam como o basquete mudou a forma de viver

Da Redação

Uma das modalidades que está sendo disputada na 16ª edição dos Jogos Abertos de Goiás é o basquete em cadeira de rodas. Aparecida de Goiânia está sendo representada por um elenco que tem no comando o presidente da Federação Goiana de Basquetebol em Cadeira de Rodas, o José Fernando da Silva.

Segundo José, que é técnico da equipe, tem uma sequela de pólio, e quando criança teve paralisia infantil aos cinco anos de idade, hoje com 60, ele leva a vida com bom humor. “Eu tenho 60 anos, já são 55 com a deficiência, eu já sou experiente nisso”, brincou José. 

Na visão dele, o esporte tem a função de reinserir o deficiente em meio a sociedade. “O esporte, independente de qual seja, faz com o que deficiente se sinta capaz de exercer algo, além de restaurar a autoestima dele. Essa é a grande função e objetivo do esporte paralímpico”, comenta. 

Ele conta ainda que sempre gostou do futebol, mas quando conheceu o basquete se apaixonou. “Quando eu conheci o basquete em cadeira de rodas eu conheci a verdadeira paixão da minha vida. E é por isso que me dedico tanto a esse esporte.”

José trabalha com o esporte desde 1996, ele possui duas equipes de atletas nessa modalidade, e afirma que conseguiu juntar aos poucos. 

“As pessoas já me conhecem e já têm uma visão do meu trabalho. Quando tem uma pessoa com deficiência eles mandam me procurar e aí a gente vê a possibilidade de inserir tal pessoa no time, ou direciona-la para outros esportes”, afirmou o treinador. 

“Vejo hoje o esporte na minha vida como uma autoafirmação.”

Essa frase foi dita por Roberto Paulo, de 41 anos. Ele, que é um dos atletas destaques de José, adquiriu a deficiência aos 8 meses de nascença, devido a uma poliomielite. 

Ele conta que aos 22 anos, em Goiânia, conheceu uma equipe de basquete. “Eu trabalhava em uma empresa e lá tinha um grupo de pessoas que praticava o basquete em cadeira de rodas, eles tinham vários esportes, mas o basquete foi o que eu mais me identifiquei”, afirmou Roberto.

Roberto faz parte dos outros 20 atletas do time da Aparecidense, comandado por José Fernando da Silva. Para Roberto o basquete, a exemplo do que foi dito pelo técnico, é uma forma de reinserir o deficiente a sociedade.

“O esporte traz uma autoconfiança, é saber que você está integrado na sociedade. O deficiente se esconde e se vê como coitado, mas o esporte traz autoestima, te levanta. Você se torna capaz de fazer várias coisas, não só dentro do esporte, mas também dentro da vida profissional”, finalizou Roberto. 

Tópicos:

Comentário

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.
(62) 3095-8700 / 3095-8722 (dp. comercial)