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Economia
Arrecadação Mundial
21/08/2018 | 06h00
Brasil movimenta economia tendo o terceiro maior mercado pet
Potencial de faturamento com animais de estimação atrai especialistas para congresso de zootecnia em Goiânia

Alimentação natural para pets será um dos assuntos discutidos no Congresso Zootecnia Brasil

A economia brasileira movimentou em 2017 R$ 20 bilhões no mercado de animais de estimação. Uma prosperidade que colocou o país no topo da arrecadação mundial com pets. Levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) mostra que só os Estados Unidos e o Reino Unido venderam mais produtos e serviços para bichinhos domésticos no ano passado.

Em todo o país, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registra 55 milhões de cães e 22 milhões de gatos criados nos domicílios Brasil afora. Ricardo Vasconcellos, que é Phd em nutrição de cães e gatos pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), acredita que "os números expressivos, tanto de faturamento quanto de crescimento de pessoas interessadas em bichinhos de estimação, evidenciam a expansão desse mercado".

Esse potencial do segmento de pets levou o comitê organizador do Congresso Zootecnia Brasil, que ocorre neste mês de agosto, em Goiânia, a incluir no evento discussões também sobre o mercado pet nacional. Ricardo Vasconcellos é um dos palestrantes. Ele abordará o tema Alimentação natural: o retorno ao passado? Implicações e cuidados. "Quando produzidos a partir de ingredientes frescos e processados por métodos menos agressivos à estrutura química dos nutrientes, os alimentos apresentam aproveitamento nutricional - digestibilidade - maior do que os alimentos processados", ainda o especialista.

Vasconcellos explica que há na natureza cerca de 40 nutrientes indicados para cães e gatos. Apesar disso, a dieta do bichinho deve considerar a individualidade de animal, o que torna arriscado padronizar a alimentação do pet com base em receitas prontas, retiradas da internet, sem consultar um profissional da área.

Ricardo Vasconcellos salienta que o alimento para o pet representa cerca de 70% de todo orçamento mensal gastos pelos tutores de bichinhos de estimação. "Isso quer dizer que o setor é um dos mais promissores para quem quer investir", argumenta o pesquisador de nutrição de cães e gatos. A possibilidade de ganhos com alimentação natural preparada para animais é o fator mais atrativo para 40% dos empreendedores interessados em investir no ramo pet, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Procura por qualificação

Os organizadores do Congresso Zootecnia Brasil comentam que vários participantes foram atraídos ao evento pelas oportunidades de negócio no mercado de pets. Para atender a essa busca por capacitação, foi preparado, entre as atividades do Congresso, o Simpósio de Animais de Estimação, marcado para o próximo dia 27. Famoso pela alcunha de Dr. Pet, o zootecnista Alexandre Rossi é uma das principais atrações do encontro. Em duas palestras, ele falará sobre o zootecnista como comportamentalista de pets e ainda acerca da socialização de filhotes pelo criador. O Congresso Zootecnia Brasil deve receber mais de 2,5 mil pessoas de todo o país. Ao todo, 150 palestrantes, de 12 nacionalidades, estarão em Goiânia para participar dos quatro dias do evento. 

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