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Cultura
Viagem
10/09/2018 | 06h00
Conheça as belezas da ‘Cidade Floresta’ em Manaus
A região se destaca no ecoturismo e pelo turismo histórico e cultural

Manaus é um município brasileiro da Região Norte do País, sendo capital do estado do Amazonas. Tem suas origens voltadas ao ano de 1669.  A cidade é o maior centro econômico, financeiro e corporativo da região, estando no meio da maior floresta tropical de todo o mundo, a Floresta Amazônica, e se localiza na junção de dois dos principais rios que formam o Rio Amazonas, o Rio Negro e o Rio Solimões.

A arquitetura e a cultura da cidade são pontos de destaque. É a cidade mais populosa de seu estado e a sétima do Brasil. A origem do seu nome vem da tribo manaós que habitavam as áreas dos rios (Negro e Solimões).

Manaus está no meio da Floresta Amazônica, o que faz com que a vegetação esteja presente nas áreas urbanas. A natureza está diretamente ligada com o estilo de vida da cidade. Reservas naturais e parques são comuns por lá, são eles: o Parque do Mindu, Área verde na Santa Etelvina e o maior jardim botânico do mundo, o Jardim Botânico Adolpho Ducke. Devido a esta proximidade da natureza, o ecoturismo é um dos destaques da cidade.

Outra atração do local é o turismo histórico e cultural. A capital foi por muito tempo – e ainda é – um grande centro de toda a região norte do País, além de ter passado por diversos acontecimentos históricos que enriquece ainda mais o seu passado. Isso aparece nos museus e na arquitetura da cidade, grandes atrativos para os turistas que não procuram apenas paisagens naturais bonitas.

Teatro Amazonas

O Teatro Amazonas é um dos mais importantes teatros do Brasil e o principal cartão postal da cidade de Manaus. Localizado no Centro da cidade, no Largo de São Sebastião, foi inaugurado em 31 de dezembro de 1896 para atender ao desejo da alta sociedade amazonense da época, que queria que a cidade estivesse à altura dos grandes centros culturais.

De estilo renascentista entorno de sua estrutura externa com os detalhes únicos na sua cúpula, tornou-se um dos monumentos mais conhecidos do Brasil e, consequentemente, o maior símbolo cultural da cidade. É a expressão mais significativa da riqueza na cidade durante o Ciclo da Borracha, sendo tombado como Patrimônio Histórico Nacional em 1966. 

Com uma decoração muito nobre, o Teatro Amazonas já foi palco não somente de grandes peças teatrais, mas também de shows internacionais como o da banda The White Stripes. Desde 1997, o Festival Amazonas de Ópera é realizado no teatro. Em 2008, ele foi eleito uma das sete maravilhas brasileiras.

De segunda-feira a sábado, é possível fazer visitas monitoradas. Durante o passeio, os visitantes percorrem por todo interior da construção, conhecendo a sala de espetáculos, o salão nobre e duas áreas denominadas como quarto dos cavalheiros e quarto das damas, que atualmente recebe algumas mostras temáticas como exposição de figurinos.

Igreja São Sebastião

Ela é um dos monumentos mais antigos da cidade e está localizada ao lado do Teatro Amazonas. O interior da Igreja de São Sebastião é marcado por painéis e vitrais europeus com pinturas que vão do altar ao teto. 

Ela foi construída sob a direção de Gesualdo Marchetti de Lucas em 1888, possui um estilo eclético, com alguns elementos de vários diferentes estilos, como o gótico e o neoclássico, e seu interior é marcado por painéis e vitrais europeus, bem ao estilo da época. Intactas, as pinturas que cobrem o teto até o altar, incluindo a cúpula e as paredes, trazidas da Itália e afixadas no local, são de autoria de Silvio Centofanti, Francisco Campanella e Ballerini. A maior delas, pintada por Ballerini, no teto, logo à entrada, mostra o martírio de São Sebastião; a base da cúpula retrata os quatro evangelistas; e a própria cúpula a ‘Glória do Céu’, com oito anjos.

A capela lateral, à esquerda, abriga um presépio em tamanho natural (com um grande camelo) trazido da Europa por uma rica família manauara. A fachada da Igreja de São Sebastião tem somente um sineiro - o segundo jamais foi construído.

Alguns historiadores afirmam que o mestre de obras teria fugido com o dinheiro destinado à construção da segunda torre. Outros afirmam que, como estava no fim do ciclo da borracha, não havia mais doadores com dinheiro para terminar a estrutura. E outros mais, dizem que ela vinha da Europa e afundou num navio, não sendo encomendada uma para o lugar por falta de doadores, com fim do ciclo de riqueza da cidade.

Palácio Rio Negro

Ele foi sede do governo e residência oficial do governador. Seu nome original era Palacete Scholz, construído pelo alemão Waldemar Scholz, considerado o ‘Barão da Borracha’ para a sua moradia. Teve o nome alterado para Palácio Rio Negro em 1918, após ser autorizada a compra pelo governador do Amazonas, Pedro de Alcântara Bacellar.

Devido à queda do preço da borracha, a partir de 1912, e depois da Primeira Guerra Mundial, Scholz teve que o hipotecar ao coronel Luiz da Silva Gomes, por 400 contos de réis, que, em uma primeira fase, arrendou o Palácio para residência do governador. Mais tarde, foi adquirido pelo governo, em 1917 (compra autorizada pela Lei nº 892 de 28 julho 1917), para tornar-se sede do Poder Executivo e residência do governador, permanente como palácio de despachos até abril de 1995.

Em 1997, o Governo do Estado, em virtude de sua beleza arquitetônica e valor histórico, o transformou em Centro Cultural Palácio Rio Negro, com espaços abertos a recitais de música erudita e instrumental, exposições, lançamentos de livros, dança e teatro, além de outras atividades. A partir de novembro 2000, o Palácio passou a servir de polo para outros espaços culturais, agregando ao seu redor o Museu-Biblioteca da Imagem e do Som do Amazonas/ MISM, o Museu de Numismática Bernardo Ramos, a Pinacoteca do Estado, o Cine-Teatro Guarany e o Espaço de Referência Cultural do Amazonas/ Ercam.

Mercado Municipal Adolpho Lisboa

O Mercado Municipal Adolpho Lisboa é um dos mais importantes centros de comercialização de produtos regionais em função da variedade de espécies de peixes de água doce, frutas, legumes e especiarias, atraindo a atenção e a curiosidade de quem o visita.Inspirado no Mercado de Les Halles de Paris, foi o segundo mercado construído no Brasil, inaugurado em 1882. 

Palacete Provincial

A Pinacoteca do Estado do Amazonas é um museu de arte brasileiro localizado na cidade de Manaus. É uma instituição pública estadual, subordinada à Secretaria da Cultura do Amazonas. Foi oficialmente instituída em 18 de julho de 1965, se destacando nas décadas seguintes por sua atuação didática, formando toda uma geração de artistas contemporâneos de expressão regional. 

A Pinacoteca do Amazonas possui um acervo composto por mais de mil peças de técnicas variadas, abrangendo a produção artística brasileira entre os séculos 19 e 20, com ênfase especial nos artistas amazonenses. Também conserva uma coleção didática de cópias de obras consagradas da arte universal. Promove exposições permanentes e temporárias e organiza eventos culturais diversos. O Palacete Provincial, restaurado em 2009, foi por mais de cem anos quartel da Polícia Militar do Amazonas, e, atualmente, abriga cinco museus: a Pinacoteca tem quadros, fotos e gravuras de artistas locais; o de Numismática tem acervo com 8 mil moedas; o da Imagem e do Som apresenta DVDs e CDs para exibição gratuita no local; o Museu Tiradentes homenageia os bombeiros e a polícia do estado com armas e fardas; e o de Arqueologia reproduz escavações e artefatos descobertos na região.

Bosque da Ciência

Um pedaço da fauna e da flora amazônica em plena zona urbana de Manaus. Este é o Bosque da Ciência, uma área de aproximadamente 13 hectares de floresta nativa, com trilhas, lagos e muitos bichos para observar.

O Bosque da Ciência foi inaugurado em 1995 em comemoração aos 40 anos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), uma das mais importantes instituições de pesquisa da Amazônia. A ideia de sua criação era simples: abrir as portas para a população e aproximar as pessoas da produção científica.

A floresta do Bosque da Ciência tem uma rica biodiversidade, é densamente fechada, embora cortada por trilhas urbanizadas. Animais silvestres circulam tranquilamente pelo local e, se você tiver sorte, pode ver pacas, capivaras e preguiças. Bichos resgatados, como peixe-boi e ariranha podem ser observados de seus tanques. Além da fauna e flora, o local também desenvolve programações temporárias, como exposições e feiras. Atividades como estas são realizadas, em geral, no Paiol da Cultura.

Encontro das águas

Umas das principais atrações do estado, e também um dos espetáculos naturais mais impressionantes do mundo. O Encontro das águas ocorre no ponto que os cursos do Rio Negro e Solimões se juntam para formar o Rio Amazonas. 

Ele é um fenômeno natural facilmente visto em muitos rios da Amazônia. Os fatores para isso ocorrer na região variam desde questões geológicas, climáticas, termais ou até mesmo o tamanho ou a acidez dos rios. O mais famoso encontro das águas está localizado na frente da cidade de Manaus, entre os rios Negro e Solimões, sendo uma das principais atrações turísticas da capital amazonense.

*Integrante do programa de estágio do jornal O HOJE 

sob orientação da editora Flávia Popov 

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