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Cultura
Pele
01/09/2018 | 06h00
Saiba mais sobre a dermatite atópica, que acomete até 25% das cri
SBD-GO alerta sobre cuidados com a doença, que tende a aparecer ou a piorar quando pacientes são expostos a determinadas substâncias ou situações de estresse

Trata-se de uma doença crônica, hereditária e não contagiosa que, em decorrência de lesões na pele e coceiras. (Foto: Reprodução)

Da Redação

Durante todo o mês de agosto, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgou uma campanha com orientações sobre a dermatite atópica, uma doença da pele comum na população brasileira, e a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Goiás (SBD-GO) reforça. “É importante se atentar à doença, durante todo o ano, pois ela pode acometer até 25% das crianças e 7% dos adultos. Trata-se de uma doença crônica, hereditária e não contagiosa que, em decorrência de lesões na pele e coceiras, pode afetar a autoestima do paciente e sua interação social”, explica o presidente da SBD-GO, Adriano Loyola.

Conforme explica a SBD, pacientes com dermatite atópica não possuem a barreira protetora da pele e convivem com alergia cutânea que pode desencadear pele seca, erupções que coçam e crostas, principalmente nas dobras do corpo, como pescoço, cotovelo e atrás do joelho, áreas mais espessas e secas. “Outras características da doença são esfoliações causadas por coceira, alterações na cor, vermelhidão ou inflamação da pele, que também podem surgir após irritações prolongadas, gerando eczemas”, completa Loyola.

Ainda segundo a SBD, na maioria dos casos os pacientes com dermatite atópica não possuem, na pele, a substância que auxilia no fator natural de hidratação que todas as pessoas possuem: é como se faltasse uma película gordurosa na pele do indivíduo, e é essa película que protege das agressões externas. Mas, de acordo com Loyola, é possível controlar a doença: “A doença é controlada com a identificação e o controle dos fatores desencadeantes e medicação adequada. Alguns dos fatores para o desenvolvimento da doença são: contato com materiais ásperos, poeira, detergentes e produtos de limpeza em geral, roupas de lã e tecido sintético, temperaturas extremas, infecções, alguns alimentos e o estresse emocional. Portanto é importante que pacientes atópicos vivam em ambiente limpo, sem odores e livre de objetos que possam acumular poeira. O apoio psicológico também é importante”, orienta o presidente da SBD-GO.

Tratamento

O tratamento da doença, segundo a SBD, visa a melhorar os sintomas que interferem diretamente na qualidade de vida do paciente e no controle da coceira, a redução da inflamação da pele e a prevenção das recorrências. “Para combater a pele seca, o tratamento é feito com hidratantes, que devem ser reaplicados no mínimo duas vezes por dia e de preferência após o banho – para que o produto segure ao máximo a umidade da pele”, explica Loyola, que completa: “Ainda pode ser indicado o uso de imunomoduladores da calcineurina.  Cremes e pomadas de cortisona também são eficazes no controle da doença, no entanto devem ser indicados e usados corretamente para que sejam evitados efeitos colaterais a longo prazo”. 

A SBD reforça que uma relação de parceria com o médico contribui muito para o tratamento da dermatite atópica. “Busque um médico dermatologista associado da SBD para realizar o diagnóstico e o tratamento da doença”, finaliza Adriano Loyola.

 

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