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Cidades
Marginal
12/09/2018 | 06h00
Mudança em canal deve evitar alagamentos no Córrego Botafogo
A modificação no canal da Marginal Botafogo começou há dois meses devido a situação de emergência decretada pelo prefeito

Raunner Vinícius Soares*

Estrutura do Córrego Botafogo que está entre as duas pistas da Marginal, que recebe o mesmo nome, vai ser alterada por obra que começou em julho deste ano. A concretagem do canal vai mudar o formato existente em “V” para uma peça formando um “U”, em ângulos de 90 graus. A obra começou há dois meses, devido a situação de emergência decretada pela prefeitura de Goiânia, e até o momento 20% dos trabalhos foram concluídos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), por conta do formato atual, existe uma facilidade para que a água infiltre nas paredes do canal e cause erosões em toda a Marginal. Com a modificação, a expectativa é que o córrego, em uma superfície reta, consiga maior fluência e não acumule água no canal. A obra modifica um dos pontos da via, na Rua 67 A, onde foram construídos dois tubos por onde a água passa e, por causa do obstáculo, se acumula. Agora, haverá a mesma superfície da extensão da marginal.

O desaguadeiro conta com 490 m² e está com 102 m² concluídos. A obra parte agora para o ponto mais crítico, localizado entre as Avenidas Araguaia e Independência. Este ponto caracteriza a área como a com maior concentração de pontos críticos e maiores níveis de assoreamento e infiltração. Apesar dos problemas encontrados serem muitos, a secretaria afirma que o canal estará pronto no final de outubro, antes do período chuvoso. 

De acordo com o especialista de Gestão em Impactos Ambientais em Engenharia do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG), Leandro Somma, no que diz respeito ao escoamento da água, a mudança estrutural de “V” para o “U” pode ser uma alternativa para diminuir a velocidade da água e, também, dificultar a erosão no fundo do canal e, portanto, a infiltração desse material, contribuindo para diminuição das erosões nas paredes laterais.

O especialista fala que a prefeitura está fazendo várias ações de permeabilidade no solo, porque com o passar do tempo o solo foi impermeabilizado em todo o entorno da Marginal, ou seja, a água não tem para onde ir, ela vai para o canal que não tem a capacidade de suportar este fluxo promovendo os impactos e os desmoronamentos.

Leandro ainda diz que o canal do Córrego Botafogo não foi construído de forma correta. Segundo ele, seriam necessários umas “guias” ou travessas ao longo da distribuição do canal. “Essa ausência de travessas fragiliza a via, ou seja, os automóveis que se deslocam nas duas pistas promovem um amassamento daquela manta asfaltica, essa pressão é transferida para a parede causando o desmoronamento”, informa o especialista.

Prejuízo

A obra começou no início de julho, onde o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, decretou situação de emergência pelo período de 180 dias na Marginal Botafogo. No decreto, afirmava que a decisão levou em conta o grande volume de chuvas entre novembro de 2017 e abril deste ano, que causaram o desmoronamento em vários trechos da via e a existência de 17 pontos críticos em sua extensão e a ocorrência de risco iminentes, constatada por relatórios técnicos de órgãos competentes.

De acordo com a Secretaria Municipal de Trânsito Transporte e Mobilidade (SMT), passam entre 80 mil e 100 mil carros diariamente na Marginal Botafogo. (Raunner Vinícius Soares é estagiário do jornal O Hoje sob orientação do editor de Cidades Rhudy Crysthian)

 

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