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Cidades
FAB
22/08/2018 | 06h00
Base Aérea de Anápolis é primeira a receber novas aeronaves
O local passa por reformas e adaptações para se tornar um dos principais pontos aeroespaciais do país

Gabriel Araújo*

A Base Aérea de Anápolis, localizada a 55 km de Goiânia e a 68 km da Capital Federal, vai ser a primeira cidade a receber as mais novas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). Parte do processo de atualização da FAB, a base está passando por adequações e deve receber mais de 30 aeronaves supersônicas Gripen e duas unidades do cargueiro KC-390.

Em 2014 o Governo Federal e o Ministério da Defesa fecharam um contrato de troca tecnológica que previa a compra de 36 jatos suecos Gripen série E. O primeiro modelo já foi produzido e passa por testes que contam com a participação de profissionais da Embraer, empresa que será a responsável pela construção de 15 unidades. O valor do contrato é de US$ 5,4 bilhões, com uma taxa de juros de 2,19% ao ano no contrato, que deve ser encerrado em 2024, ano de entrega da última aeronave.

De acordo com o coronel Antônio Marcos Mioni, comandante responsável pela unidade, a base possui uma localização privilegiada para a proteção nacional e missões em todas as regiões do país devido a sua proximidade com o centro do país. “Nós estamos nos preparando para receber dois projetos: a ampliação do pátio, construção de hangar e reforma de instalações, além de vários processos para receber esses novos aviões”, afirmou.

Conforme informado pela Força Aérea, dos 36 caças encomendados, 32 terão como base a Ala 2, onde está estacionado o batalhão de defesa aérea. A base ainda deve receber duas unidades do cargueiro KC-390, que está em fase final de desenvolvimento na Embraer. O modelo é um pedido da FAB para substituir os antigos Lockheed C-130, conhecidos como Hércules, e que estão em uso desde a década de 1960.

Os KC-390 estavam previstos para serem entrega à FAB este ano, mas a Embraer já afirmou que, devido a um incidente envolvendo a primeira unidade construída, a entrega será realizada somente no ano de vem. O KC-390 serie 001 sofreu um acidente durante um teste no interior de São Paulo e teve sérios danos à fuselagem.

Conforme informado pela Embraer, por meio do balanço trimestral da empresa, a campanha de testes do KC-390 já atingiu mais de 1.700 horas no final do último trimestre e a aeronave conta com um certificado "básico". O objetivo principal é alcançar a capacidade operacional final em até dois anos.

No início desde ano, o Coronel Samir Mustafá, gerente do Programa na Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), afirmou que as unidades ainda precisam passar por diversos testes antes da entrega. "As duas unidades vão ser entregues com capacidade inicial, com condições de cumprir variadas missões, como transporte aerologístico, lançamento de fardos e paraquedistas, neste caso, tanto pela rampa quanto pela porta", completou.

Antigas aeronaves

Nos últimos anos o Brasil passou a ter como principal ponto de defesa aérea os caças Mirage 2000, de produção francesa e comprados no final de 2004. Como os dozes aviões já foram aposentados, fato ocorrido em 2014, a principal defesa se tornou os jatos F-5, que são mais lentos e com uma menor capacidade de abate.

Enquanto os caças F-5 ainda devem continuar em operação, os Mirage foram desativados e muitos foram desmontados. Em dezembro de 2013, o último modelo em uso do Mirage, o avião 4948, foi aposentado e virou peça de museu. Após mais de 10,6 mil horas de voo no país, e já sucateado, sem munição e com alto custo de manutenção, o avião partiu da base aérea de Anápolis, em Goiás, com destino ao museu da Força Aérea no Rio de Janeiro, onde pousou para nunca mais decolar.

Na época apenas uma aeronave estava em uso, já que as outras foram desmontadas para a retirada de peças de substituição. De acordo a FAB o custo para uma hora de voo era maior que US$ 7 mil, devido aos problemas de manutenção e ao alto gasto dos componentes mecânicos.

Em 2016, os remanescentes dos Mirage foram colocados a venda pela FAB. Os valores partiram de US$ 2,5 milhões e qualquer pessoa física poderia comprá-los desde que sejam cumpridos todos os requisitos estipulados pelo órgão.

Atualmente, o caça Frances é utilizado por forças aéreas de diversos países, como o Emirados Árabes Unidos, Egito, Peru, Índia, Grécia, além da própria França, com mais de 300 aeronaves ativas. 

Força Aérea Brasileira passa por atualizações tecnológicas 

A Força Aérea Brasileira (FAB) vem passando por diversas mudanças em toda a sua estrutura. Segundo o próprio órgão, as medidas visaM tornar a defesa aérea mais operacional e eficiente.

Somente em 2016 foram implantados os novos Grupamentos de Apoio (GAP) com o objetivo de concentrar as atividades relacionadas com licitações, contratos, convênios e instrumentos congêneres, finanças, subsistência, almoxarifado, tecnologia da informação, transportes de superfície, protocolo e arquivo, fardamento, pessoal e outras específicas de cada organização que não refletem a atividade-fim da Força.

De acordo com o órgão, a eficiência é a principal razão para a criação destes grupos. "O resultado esperado com a concentração dos processos administrativos é o aumento da eficiência em função da mão de obra qualificada, cultura organizacional, padronização de procedimentos, economia nas aquisições e contratações de serviços, além do pleno atendimento das expectativas das organizações apoiadas e a desoneração dessas OMs para que foquem em sua atividade principal", afirmou o órgão.

No mesmo ano foram desativadas as estruturas de Comandos Aéreos Regionais (COMAR) para a criação das Alas, organizações militares voltadas para a área operacional. A Ala é uma organização operativa de nível tático, comandada por um Brigadeiro do Ar ou Coronel-Aviador, que tem a responsabilidade focada tanto nas atividades de preparo quanto nas ações de emprego da Força, quando assim for determinado. Em outras palavras, as Alas, distribuídas pelo território nacional, são o símbolo de uma Força Aérea focada em sua missão-fim.

O objetivo do comandante da Ala é a atividade operacional, o treinamento e o emprego dos esquadrões subordinados, de acordo com as diretrizes e os planos emitidos pelos escalões superiores. As novas atividades não são ligadas às atividades administrativas como funcionava anteriormente, mas o responsável deverá coordenar com os órgãos especializados todo o apoio necessário para que seus comandados alcancem os padrões previamente definidos, de forma segura, eficaz e eficiente. (Gabriel Araújo é estagiário do jornal O Hoje sob orientação do editor de Cidades Rhudy Crysthian). 

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