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Cidades
Avaliação
06/07/2018 | 06h00
Almento no preço do gás refletirá nos alimentos fora de casa
Segundo a Petrobrás, o aumento se refere a desvalorização do real frente ao dólar

Rafael Melo

O aumento no preço do gás de cozinha deve refletir, em curto prazo, no valor dos alimentos consumidos fora de casa. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Goiás, Fernando Jorge. Segundo ele, a elevação tende a chegar ao consumidor final que frequenta bares e restaurantes da cidade. 

“A categoria recebe o anúncio desse aumento com certa revolta, por ser um insumo tão fundamental em nossas empresas. Isso vai gerar mais um custo para nossas empresas que já vem sendo afetadas desde a paralisação dos caminhoneiros”, afirma Jorge.

A Petrobrás anunciou o aumento nas refinarias de 4,4% no preço médio do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o chamado gás de cozinha.  Segundo a nota da Estatal, o novo valor já está valendo desde ontem (5). O aumento vale tanto para o vendido em botijões de 13 quilos, mais usados por consumidores residenciais, quanto para o produto vendido às indústrias e comércios.

Em nota, a Petrobrás afirma que o aumento reflete a desvalorização do real frente ao dólar, que acumula 16% nos últimos três meses, e a elevação das cotações internacionais de 22% no mesmo período. "Esse impacto foi diluído pela combinação entre o período de nove meses usado como base para o cálculo do preço, conforme definido na metodologia anunciada em janeiro, além do mecanismo de compensação que permitirá que eventuais diferenças entre os preços praticados ao longo do ano e o preço internacional sejam ajustadas ao longo do ano seguinte, conciliando a redução da volatilidade dos preços com os resultados da Petrobras", disse a petroleira.

A estatal ainda afirma que, após esse aumento, o preço do gás ficará ainda 5,2% inferior ao praticado em dezembro de 2017. Nesse ano, a alta no preço do gás levou cerca de 1,2 milhões de residências brasileiras a adotar combustíveis alternativos como a lenha e o carvão para cozinhar alimentos, de acordo com pesquisa divulgada pelo IBGE em abril.

Em nota, o Sindigás declarou que de acordo com as informações que as distribuidoras receberam da Petrobras, o aumento de preço será entre 4,2% e 4,6%, dependendo do polo de suprimento, tanto para o GLP empresarial quanto para o residencial. "Com o aumento, o ágio praticado pela Petrobras está em 25,45% em relação ao preço praticado no mercado internacional e o preço do GLP empresarial vai ficar 57,52% acima do valor cobrado pelo GLP residencial", destacou o Sindigás. Na avaliação do órgão, esse ágio vem pressionando ainda mais os custos de negócios que têm o GLP entre seus principais insumos, impactando empresas que operam com uso intensivo de GLP.


Reajustes

Os reajustes do gás de cozinha passaram a ser trimestrais a partir de janeiro de 2018. A Petrobrás realizou a revisão da política de preços do GLP de uso residencial, comercializado em botijões de até 13 kg, e definiu novos critérios para aplicação dos reajustes. 

Segundo a empresa, o objetivo foi suavizar os repasses da volatilidade dos preços ocorridos no mercado internacional para o preço doméstico, ao mesmo tempo em que se mantém o disposto na Resolução 4/2005 do Conselho Nacional de Política Energética, que reconhece como de interesse da política energética nacional a prática de preços diferenciados para a comercialização do GLP de uso residencial. 

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