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Cidades
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28-02-2016 | 00h00
Hipódromo da Lagoinha tenta sobreviver em GO
Presidente, associados e moradores esperam decisão judicial para definir o futuro do local do turfe em

Flaviane Barbosa

O hipódromo retomou nesse mês (20) sua principal atividade. O turfe (corrida de cavalo) voltou a acontecer depois de aproximadamente quatro meses de inatividade. O evento que parou de ser realizado definitivamente no final de outubro de 2015, é realizado quinzenalmente. Antes que as corridas cessassem, o turfe perdia as forças depois da interdição do local em março do ano passado

A suspeita de que um dos cavalos tivesse com a doença de mormo (doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria. A principal via de infecção é a digestiva, podendo ocorrer pelas vias aéreas, genital e cutânea), fez com não fosse possível a entrada e saída de nenhum animal no hipódromo. O local foi interditado depois da inspeção da Agrodefesa. 

Com a quantidade pequena de cavalos para a corrida, o evento deixou de ser realizado de vez. É o que afirma Jorge Caiado, um dos sócios do local integrante da Associação dos Criadores de Cavalo de Corrida de Goiás. Ele conta que, além da falta de cavalos, a energia do lugar parou de ser paga há quatro meses, tornando inviável realizar as corridas. 

Jorge ressalta que a responsabilidade do pagamento é do presidente do Jóquei Clube, já que o hipódromo faz parte da Instituição.

O Presidente do Jóquei Clube, Luiz Fernando Moraes, afirma que desde que assumiu a presidência, há uma ano, passou a responsabilidade de pagamento de energia para os moradores do local. Ele conta que 16 famílias entraram com pedido de usucapião para a tomada de posse. Luiz Fernando destaca que o hipódromo não receberá investimento diante da situação. 

Há quatro meses o departamento do  clube tenta um acordo com o advogado dos moradores para que eles deixem o local e sejam idenizados. Sobre o futuro do jóquei, o presidente informa que somente após a retirada dos moradores será possível direcionar uma área do local ou do Hipódromo para ser vendida. Ele espera que depois da venda, as dívidas do clube e do hipódromo sejam quitadas para um investimento no local de corrida.

Expectativas

Cleide Rodriguesé uma das moradoras das casas pertencentes ao hipódromo.  Ela afirma que possui o recibo de todas as contas de energia pagas à secretaria do local e não sabe o que é feito com o dinheiro.A Bióloga entrou com pedido de usucapião temendo o futuro do local. Cleide reside no hipódromo há 45 anos e diz que quer segurar área para que o local não vire outro tipo de segmento. Ela é esposa de um dos treinadores do local e conta que o amor pelos cavalos, pelo local e por todo o trabalho em prol da vida do turfe está no sangue.  “A luta não é apenas pela história dela,mas pela história de todos que moram no local, pois a vida profissional da maioria deles é voltada para o cuidado de cavalos”, avalia.

A emoção tomou conta de Kélita Mendes ao presenciar a volta das corridas nesse mês. Há sete anos ela costuma ir no local e é uma amante do turfe. Para a gerente comercial, o tempo em que a atividade foi interrompida doeu muito. ”Esse programinha de sábado à tarde está em nosso sangue e tirar isso da gente é com tirar doce de uma criança”. Ela espera que o hipódromo permaneça com suas atividades para poder prestigiar o turfe.

Moradores, treinadores e associados do local aguardam mudanças na administração e presidência do local para que o hipódromo não seja fechado ou seja usado para outro tipo de segmento. O presidente do Jóquei Clube aguarda uma decisão judicial para retirada dos moradores e mudança nos sistema para que o hipódromo continue suas atividades. Enquanto isso, o local carece de manutenção e cuidados necessários. 

(62) 3095-7800