Av. Goiás é líder em acidentes

Falta de atenção de quem anda a pé ou de carro no centro é causa de a região ser a campeã entre os pontos críticos
Galtiery Rodrigues
Em 27/09/2012, 00:45

O trânsito do Centro de Goiânia exige atenção de todos os seus integrantes, independente da forma de locomoção. A região detém a primeira posição dentre os pontos críticos da capital, quando o assunto é quantidade de acidentes. Especialmente, a Avenida Goiás, primeira colocada no ranking de vias com maior número de ocorrências. Só nos primeiros quatro meses deste ano, conforme a Agência Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (AMT), foram 113 registros, com 63 pessoas feridas.

A agência não fechou a relação dos meses posteriores a abril, mas o total atingido este ano já é o suficiente para preocupar. Em quatro meses, ocorreram, na Avenida Goiás, apenas dois acidentes a menos que o total atingido em todo o primeiro semestre de 2011, que foi de 115. Os motivos seriam a imprudência, desobediência das regras de trânsito, atravessar fora da faixa, ignorar o sinal vermelho, conversões à esquerda, que são proibidas em toda a via, e a grande quantidade de automóveis, motos e pedestres.

O movimento é intenso. Basta ficar alguns minutos na Goiás, especialmente nos cruzamentos com a Anhanguera, Paranaíba e Independência, para flagrar situações diversas. Quem trabalha e está todo dia na avenida tem muitas histórias para contar. Alguns, como o taxista Wagner Godinho Camilo, de 41 anos, chegam a apontar os locais das ocorrências. Ele trabalha no ponto de táxi da Goiás há cinco anos, e num lugar estratégico, próximo à Anhanguera. No período, ele presenciou diversos casos. Inclusive, o de um motociclista que bateu num dos postes da Praça do Bandeirante, e que está torto até hoje.

Mais atrás, no ponto dos mototaxistas a reclamação é geral. Há 12 anos trabalhando na avenida, Júnior César Gonçalves, de 40 anos, e Edson Honorato, 49, dizem que a situação piorou bastante nesse tempo. E a culpa, em muito, fora a desatenção dos condutores, é a inconsequência dos pedestres. Ambos pontuaram isso como o problema e sugeriram que a reportagem ficasse a observar por alguns instantes. Realmente, não é difícil presenciar exemplos de inconsequência. Em poucos minutos, foram vários os casos de gente passando fora da faixa, no sinal vermelho e com carros e motos freando em cima para evitar a colisão.

O diretor de trânsito da AMT, Miguel Carlos Ferreira, não hesita em afirma que a Avenida Goiás é a verdadeira demonstração do descuido, imprudência e imperícia de todos os usuários da via. Ele lembra, inclusive, da grande quantidade de ambulantes e comerciantes que andam com seus carrinhos pela rua, ocupando parte considerável do espaço. Para ele, são vários os fatores que contribuem para a difícil convivência no trânsito da região. No entanto, “é tarefa de todos se comportar adequadamente e priorizar a convivência pacífica no trânsito”, diz.

Miguel frisa que, apesar da atitudes imprudentes dos pedestres, os motoristas devem priorizá-los na hora de dirigir. “A lei do trânsito é o contrário da lei da selva. Enquanto na selva, quem manda é o mais forte, no trânsito deve prevalecer o interesse e integridade do mais frágil”, compara. E ele deixa dicas, como: evitar fones de ouvido, falar ao celular e utilizar objetos ou aparelhos eletrônicos que podem tirar a atenção.

Acidentes leves
Apesar da grande quantidade de motivos que favorecem a ocorrência de acidentes na região central, Miguel Carlos, lembra que a maioria é situação leve, sem gravidade. “São batidas entre carros e motos, carro e carro, mas que acabam entrando para a estatística, porque é competência da AMT atender casos sem vítima”, explica. A situação, para ele, ilustra bem a briga por espaço, na região. Seria lógico que, com a grande quantidade de veículos, o trânsito ficasse mais lento e os motoristas mais atentos. Na Goiás, no entanto, a briga está bem acentuada.


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