Polícia apreende 1,1 tonelada de drogas

A apreensão de pasta base foi a maior já realizada pela Polícia Civil no Estado
Cejane Pupulin
Em 10/09/2012, 15:35

A Polícia Civil apreendeu 1,1 toneladas de drogas no Jardim Olímpico, em Aparecida de Goiânia. Na Operação Big Boss, foram apreendidos 202 quilos de pasta base. Essa quantia representa a maior apreensão desse tipo de entorpecente na história da Polícia Civil do Estado de Goiás, como foi apresentado nesta segunda-feira (10). Também foram encontrados dez quilos de cocaína refinada pronta para o consumo e 900 quilos de maconha.

Apenas a pasta base, seria transformada em duas toneladas de cocaína e renderia ao traficante aproximadamente R$ 20 milhões. Cada quilo de cocaína é vendido por R$ 10 mil. Se a mesma quantidade de paste base fosse utilizada para a fabricação de crack, renderia cerca de R$ 100 milhões no mercado de varejo, conforme cálculo da polícia.  

A Polícia também localizou R$ 147.125 mil em espécie, balanças de precisão, munições, tonéis de aço e jóias, que estavam escondidas no forro de calcinhas de uma das amantes do dono da distribuidora de drogas, Celso Martins Pereira, de 47 anos, e no forro de cuecas do suspeito.

Algumas das jóias ainda estavam com etiquetas. A Polícia Civil vai investigar se os objetos foram roubados ou furtados de alguma relojoaria da região metropolitana de Goiânia.

“Boss”

Toda a droga pertencia a Celso. Essa foi a quinta prisão do suspeito por tráfico. Além dele, também foi detido Washington Batista de Freitas, 48, que já tem outras duas passagens pelo mesmo crime.

Após oito meses de investigação, 30 policiais da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) participaram da investigação e presenciaram Celso chegar em um Honda Civic em sua casa, sair com uma Nissan Frontier e ir negociar com Washington.

Os policiais flagraram o suspeito na manhã do último sábado (08), quando Celso entregava um quilo de pasta base para Washington. Durante a abordagem, o segundo tentou fugir e caiu da motocicleta e quebrou a bacia. Ele foi encaminhado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) para passar por um procedimento cirúrgico.

Após o flagrante, Celso afirmou para os policiais que a prisão ia acabar com a vida dele e ofereceu R$ 300 mil de propina. Na sede da Denarc, os dois presos preferiram manter em silêncio durante o interrogatório. A polícia acredita que prendeu um dos grandes chefões do tráfico em Goiânia, mas acredita que a quadrilha tem outros integrantes.

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