O presidente Barack Obama recebeu notícias econômicas mistas ontem, com maior criação de empregos no mês passado mas também aumento da taxa de desemprego. Na quinta-feira, Mitt Romney, o adversário republicano de Obama na campanha presidencial, prometeu que seu programa econômico criará 12 milhões de vagas nos próximos quatro anos. Os dados mostram que empregadores privados adicionaram 163 mil postos de trabalho em julho, o melhor ritmo de contratações em cinco meses. O número de desempregados, entretanto, saiu de 8,2% em junho para 8,3% neste mês.
Romney aproveitou a oportunidade para criticar o presidente, chamando os números de "um golpe de martelo" nas famílias de classe média. Ele disse que os americanas merecem mais do que uma taxa de desemprego que está maior do que 8% há mais de três anos e que Obama "não tem um plano" para estimular o crescimento. "Agora chegamos a 42 meses consecutivos com a taxa de desemprego acima de 8%. A classe média americana merece uma situação melhor, e eu acredito que os EUA podem fazer mais", afirmou o ex-governador de Massachusetts.
Após a divulgação do relatório, Obama, disse que é preciso fazer mais pelas pessoas que ainda estão procurando emprego e pediu para o Congresso dar uma garantia à classe média de que não vai deixar os impostos subirem.
Baseado em dados do relatório, Obama afirmou que o país criou, nos últimos 29 meses, 4,5 milhões de vagas de trabalho. "São nossos vizinhos e familiares encontrando trabalho e a segurança que advém com um emprego", disse ele, antes de acrescentar: "Mas, vamos reconhecer, há muitas pessoas ainda buscando emprego Temos mais trabalho a fazer por elas".
O crescimento do PIB foi de apáticos 1,5% de abril a junho, ainda menor que os 2% registrados no três primeiros meses do ano A desaceleração fez o otimismo do início de 2012 recuar, quando a criação de empregos foi de, em média, 225 mil por mês.
Faltando cerca de três meses para a eleição presidencial norte-americana, Romney tem de superar um desafio importante: a visão desfavorável que a maioria dos eleitores norte-americanos tem do republicano. Teoricamente, o republicano tem tempo para reverter esta situação com a convenção do partido e três debates.