Aos 22 anos, Alexandre Pato já é um veterano na seleção brasileira. O atacante frequenta as convocações para as seleções olímpica e principal há quatro anos e sabe como se transita rapidamente entre a graça e a desgraça. Nesse período, conviveu com os elogios e a bajulação precoce e as críticas e o descrédito prematuros. Agora, Alexandre Pato chega para a disputa da inédita medalha de ouro, em Londres, como o quarto atacante do grupo. À sua frente estão Neymar, Hulk e Leandro Damião.
Os Jogos Olímpicos, que começam para o Brasil no próximo dia 26 contra o Egito, são mais uma oportunidade do jogador do Milan tentar confirmar a grande expectativa que havia em torno dele quando surgiu como prodígio no Internacional e foi vendido para o clube italiano. Todos esperavam que ele fosse um sucessor da linhagem de Romário e Ronaldo.
Alexandre Pato sabe da cobrança de antigamente e da descrença de agora. Mas lembra que ainda não atingiu a sua máxima capacidade. “Cheguei à seleção com apenas 18 anos. Esta é minha segunda Olimpíada e ainda estou abaixo do limite de 23 anos. Ainda tenho muito a crescer e evoluir”, disse o atacante, antes do treino de ontem da seleção na Urca, na zona sul do Rio de Janeiro, onde a equipe realiza a preparação para os Jogos Olímpicos.
Titular na Copa América do ano passado, Alexandre Pato não teve mau rendimento e até se destacou em alguns jogos. Mas uma nova série de lesões minaram as chances do garoto de “estourar” de vez, tanto no Milan quanto na seleção, onde perdeu terreno para a ascensão de Leandro Damião e Hulk. “Realmente as lesões me atrapalharam um pouco. Mas, ao mesmo tempo, elas me ajudaram a amadurecer. Chego para esta Olimpíada mais forte física e mentalmente”, garantiu o atacante.
Alexandre Pato aposta nos Jogos de Londres para recuperar o espaço perdido nos últimos meses e confia que ainda vai atingir o status que todos um dia projetaram para ele. “Tenho muito a dar ainda para a seleção e para o Milan”, frisou.
Ciente de que sai em desvantagem na briga por uma vaga no ataque, o garoto, que amadureceu por força das circunstâncias, não desanima. “Eu luto desde os 11 anos, quando saí de casa (para tentar carreira no futebol). O (técnico) Mano (Menezes) vai decidir o que é melhor para o time. Eu estou preparado.”