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terça-feira, 31 de agosto de 2010, 00:00

Biden prepara fim de ações dos EUA no Iraque

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, chegou ao Iraque ontem para marcar o encerramento formal das operações de combate norte-americanas no país e para pressionar líderes iraquianos a colocarem fim ao impasse político que se mantém seis meses após as eleições e impede a formação de um novo governo. A cerimônia, que será realizada amanhã, marcará uma mudança do papel dos EUA no Iraque, que será mais diplomático na medida em que a missão militar perde tamanho, sete anos após a invasão que depôs Saddam Hussein.
Ressaltando esta mudança, funcionários norte-americanos disseram que Biden fará um novo apelo aos líderes iraquianos, dentre eles o primeiro-ministro Nouri al-Maliki, para que encerrem o impasse político e estabeleçam um novo governo. As eleições parlamentares de 7 de março não tiveram um vencedor claro e os insurgentes têm explorado essa incerteza para atacar as forças de segurança iraquianas quase diariamente.
Biden e al-Maliki vão se reunir na manhã de hoje “para discutir a situação política e a retirada, além do controle iraquiano sobre a segurança”, disse o conselheiro do primeiro-ministro, Yasin Majeed. Esta é a sexta visita do vice-presidente ao Iraque desde que foi eleito. Oficialmente, ele foi ao país para presidir a cerimônia militar de troca de comando.
Amanhã, o general Ray Odierno termina seu período de mais de cinco anos no Iraque e entrega o comando das forças norte-americanas no país para o tenente-general Lloyd Austin, que tem grande experiência no Iraque e comandou as operações militares entre 2008 e 2009. No entanto, a cerimônia de 1º de setembro também vai marcar o início da chamada “Operação Nova Alvorada”, simbolizando o início do fim da missão militar norte-americana no Iraque desde a invasão em março de 2003.
Menos de 50 mil militares dos EUA permanecerão no Iraque – número que chegou a quase 170 mil em 2007. Novas forças militares não terão mais permissão para participar de missões de combate a menos que isso seja solicitado e acompanhado por forças iraquianas. Conforme um acordo de segurança entre os dois países, todos os militares dos EUA deverão deixar o Iraque até o fim de 2011. (Agência Estado)

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