O Irã prometeu parar de enriquecer urânio, em um grau mais elevado para o seu reator de pesquisas médicas, se potências mundiais aceitarem o acordo para a troca de combustível nuclear que a república islâmica fechou em maio deste ano com a Turquia e o Brasil, o chamado Acordo de Teerã, disse nesta quarta-feira o chanceler da Turquia, Ahmet Davutoglu, ao Wall Street Journal.
A insistência prévia do Irã em enriquecer urânio em até 20% foi uma das razões pelas quais os EUA e outras potências ocidentais impuseram novas sanções contra Teerã em junho, apesar do Irã ter fechado o acordo de troca de combustível nuclear algumas semanas antes.
Davutoglu disse que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, ofereceu mudar a posição de Teerã em continuar a enriquecer urânio, quando os dois tiveram uma reunião em Istambul no domingo passado. Mottaki disse que “não haverá mais necessidade do Irã continuar a enriquecer urânio a 20% se o Acordo de Teerã for reconhecido e o país puder obter todo o combustível que precisa”, disse Davutoglu em coletiva de imprensa conjunta com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, na terça-feira. As informações são da agência de notícias turca Anadolu Ajansi.
Mais tarde, em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Philip J. Crowley, disse que seu país espera que “nas próximas semanas, seja possível ter o mesmo tipo de encontro que houve em outubro passado” com Irã. (AE)