O inspetor da Organização das Nações Unidas (ONU) que liderou uma fracassada caça por armas de destruição em massa no Iraque, Hans Blix, disse ao inquérito britânico sobre a invasão de 2003 ao país do Oriente Médio que os EUA e a Grã-Bretanha confiaram em informações falhas e mostraram um julgamento dúbio durante a preparação para a guerra.
Blix, atualmente com 82 anos e ex-chefe dos inspetores de armamentos da ONU, disse que Washington estava "estimulada por uma ação" militar na sequência dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA e recusou-se a ouvir as preocupações sobre a insignificante ameaça representada pelo regime de Saddam Hussein.
Em uma audiência em Londres, Blix disse que os que estavam "cem por cento certos de que existiam armas de destruição em massa" no Iraque mostraram ter "menos que zero por cento de conhecimento" sobre onde os supostos arsenais deveriam ser encontrados.
Embora Blix tenha antes feito críticas semelhantes sobre a motivação da guerra, seu testemunho aumentou as provas já oferecidas ao painel britânico de que a administração norte-americana inevitavelmente marchava para o conflito. "Quando informamos que não encontramos nenhuma arma de destruição em massa, eles deveriam ter percebido, eu penso, tanto em Londres quanto em Washington”, disse Blix. (AE)