O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, afirmou aos iraquianos ontem que seus soldados e policiais estão aptos para a função de manter a segurança no país, no momento em que os militares dos EUA encerram suas missões de combate, após sete anos da invasão que custou dezenas de milhares de vidas. Uma grande retirada nos últimos meses deixou menos de 50 mil soldados norte-americanos no Iraque. Um aumento no número de ataques com carros-bomba e tiroteios, muitos deles contra as forças de segurança locais, porém, gerou temores sobre a segurança.
Antes de um discurso do presidente dos EUA, Barack Obama, em Washington, para marcar o fim simbólico das operações de combate, Maliki disse na televisão estatal que o Iraque era um Estado "soberano e independente". Ele afirmou estar confiante de que as últimas forças dos norte-americanos deixarão o país no fim de 2011, como planejado.
“Eu reasseguro a vocês que as forças de segurança iraquianas são capazes de assumir total responsabilidade”, disse Maliki. “Infelizmente, nós estamos enfrentando uma campanha de dúvida”, completou.
O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, pousou em Bagdá na segunda-feira, 30, para marcar a mudança de foco na campanha norte-americana no país, das missões de combate para as de treinamento e aconselhamento, apoiando as forças locais. Essa nova diretriz passa a valer a partir de hoje. (AE)