Um atentado na cidade cisjordaniana de Hebron matou quatro colonos judeus ontem, antevéspera do esperado encontro entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, nos Estados Unidos. Apesar do ataque, um dos mais graves deste ano, os dois lados se comprometeram em seguir adiante com as negociações.
Segundo comunicado do governo israelense, Netanyahu diria à secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em reunião na noite de ontem em Washington, “que esta atrocidade prova mais uma vez que precisamos seguir firmes e sem comprometer as necessidades de segurança de Israel. O terror não determinará as fronteiras de Israel ou o futuro dos assentamentos”.
Os colonos atacados viajavam em um carro para o assentamento de Kiryat Arba, ao lado de Hebron, quando foram alvejados múltiplas vezes pelos atiradores no início da noite de hoje. Segundo informações da imprensa israelense, todas as vítimas eram da mesma família e uma delas estava grávida.
Hebron é uma das cidades mais voláteis da Cisjordânia e passou a ser administrada pela ANP justamente quando o atual primeiro-ministro exercia o cargo pela primeira vez nos anos 1990. Atualmente, algumas centenas de colonos judeus - protegidos pelo Exército de Israel - vivem em um assentamento na cidade em meio a mais de 100 mil palestinos.
Em declaração à Associated Press, Abu Obeida, porta-voz do braço armado do Hamas, reivindicou a autoria do atentado em nome do grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza. Antes de reivindicação, o ataque foi celebrado pelo grupo radical palestino. “Este ataque é uma resposta natural aos crimes da ocupação”, disse Sami Abu-Zuhri, porta-voz da organização que controla a Faixa de Gaza. (AE)