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quarta-feira, 01 de setembro de 2010, 00:00

Missão no Iraque não está completa, diz Obama

Em discurso em uma base militar no Texas para marcar o fim das operações de combate do exército dos EUA no Iraque, o presidente norte-americano, Barack Obama, evitou falar em vitória e acrescentou que os EUA ainda têm muito trabalho pela frente. Mais tarde, o líder norte-americano retornou a Washington, de onde discursaria para a nação a partir do Salão Oval da Casa Branca.

“Nossa missão no Iraque ainda não está completa. Nossa fase de combate terminou, mas temos de nos esforçar bastante para continuar com os trabalhos dos civis e das forças de transição, que incluem alguns soldados que serão mobilizados hoje’, afirmou Obama aos militares na base de Fort Bliss, em El Paso, no Texas.

Segundo o presidente, a missão norte-americana no Iraque é de importância fundamental. ‘Precisamos treinar e dar assistência para as forças de segurança iraquianas porque ainda há violência no Iraque. Eles (os iraquianos) estão aprendendo a garantir a segurança do país da forma necessária.”

Obama acrescentou que as tropas dos EUA serão responsáveis por proteger os civis e os diplomatas norte-americanos que permanecerão no Iraque. Com a retirada das tropas de combate, os EUA manterão um contingente de aproximadamente 50 mil militares no Iraque que serão responsáveis por treinamentos das forças iraquianas, apoio logístico e segurança de interesses americanos No auge, entre 2006 e 2007, havia cerca de 165 mil soldados no Iraque.

Em Bagdá, o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, também discursou em rede nacional ontem. Diferentemente de Obama, o líder do Iraque celebrou a retirada das forças de combate norte-americanas como se fosse uma vitória. Apesar da declaração de Maliki, muitos no Iraque temem que o fim das operações de combate do exército dos EUA provoque um aumento da violência no país árabe.

Nos últimos dias, uma série de ataques ocorreram no país. Além disso, políticos iraquianos foram incapazes de formar novo governo, depois das eleições realizadas em março. (Agência Estado)

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