Zico resistiu o quanto pôde, mas a pressão da torcida e nos bastidores políticos do clube foi demasiada. Assim, Rogério Lourenço foi demitido ontem do cargo de técnico do time profissional do Flamengo. A situação ficou insustentável depois do empate sem gols com o Atlético-MG, na noite de quinta, no Maracanã, no qual a equipe carioca completou seis jogos com apenas um mísero gol marcado – e ainda foi de pênalti, na vitória sobre o Ceará.
“O maior patrimônio do Flamengo é a torcida. Quando ela se manifesta dessa forma, temos que pensar. A manifestação não foi orquestrada. Saí do Maracanã com a convicção de que era preciso mudar. O Flamengo está em 10º lugar (no Brasileirão). A demissão não foi por conta dos resultados. Ele saiu pela pressão da torcida. A situação chegou a um ponto em que as coisas só poderiam piorar”, justificou Zico, diretor executivo do futebol do clube carioca.
A deficiência ofensiva da equipe foi o principal fator para a queda do treinador, mesmo com a recente chegada de dois importantes reforços para o ataque: Diogo e Deivid. Mas a diretoria do Flamengo resolveu não esperar para dar uma oportunidade a Rogério Lourenço com os novos atacantes. (AE)