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terça-feira, 31 de agosto de 2010, 00:03

Economia tem condições de crescer 5,5% ao ano

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que a economia do País tem condições de crescer a uma taxa média anual de 5,5% nos próximos quatro anos. Segundo ele, este patamar pode ser atingido já em 2011. Ao participar do 7º Fórum de Economia, promovido pela Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo, ele disse acreditar que Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro tenha crescido de 0,5% a 1% no segundo trimestre do ano. O resultado será divulgado na sexta-feira, 3.
Segundo ele, este crescimento é “sustentável”, já que a inflação está sob controle e houve, nos últimos anos, um aumento do poder de compra de milhares de brasileiros que, ao alimentar o consumo interno, permitiu que o setor produtivo enfrentasse a última crise econômica mundial. Para o ministro, a taxa de inflação anual não deverá ultrapassar 5,2%, “o que, com um crescimento de 7%, é algo favorável”.
Quanto às previsões de que o PIB cresça 7% este ano, Mantega destacou que, caso se confirme, será o melhor resultado dos últimos 24 anos. “Isso não é resultado pontual, mas sim fruto de um processo. O Brasil alcançou um outro patamar de crescimento, que é qualitativo e sustentável.”
Durante o fórum, Mantega rebateu avaliações de que há processo de desindustrialização em curso no País. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, havia defendido esta tese. “Não vejo processo de desindustrialização. Claro que, com a crise de 2008, houve redução das exportações de manufaturados, mas não chamo isso de desindustrialização”, disse.
Ele ainda acrescentou que a produção industrial deve fechar o ano com crescimento expressivo ante 2009. “E vamos continuar crescendo. É claro que alguma indústria trabalha com componentes externos, mas o presidente da Fiesp trabalha com a siderurgia, que perdeu espaço lá fora, mas está vendendo mais para construção civil no mercado interno. Garanto que não haverá desindustrialização.”
Ainda ressaltou que, em países mais desenvolvidos, é normal que o setor de serviços cresça mais e que indústria e agricultura cresçam menos. “No Brasil, a agricultura pesa menos no PIB e nem por isso podemos dizer que o setor cresce menos”, garantiu. (Agência Brasil com Agência Estado)

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