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sábado, 28 de agosto de 2010, 00:04

Nova usina vai gerar mais de 1,5 mil empregos

Vinicius Mamede


A ETH Bioenergia, um dos braços do grupo Odebrechet Infraestrutura, inaugurou sua segunda usina de beneficiamento de cana-de-açúcar em Goiás, na manhã de ontem. A unidade Morro Vermelho vai empregar 1,5 mil trabalhadores, de modo direto, e pelo menos três mil indiretos, na cidade de Mineiros, no Sudoeste goiano. Com esta, já são seis usinas do grupo, que conta com outras quatro unidades nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A construção do pátio industrial em Mineiros e a área de 50 mil hectares plantados de cana-de-açúcar exigiram um investimento superior a R$ 1 bilhão naquela região. A usina pretende produzir 850 milhões de litros de etanol, já nesta primeira safra – até novembro, o que significa apenas parte da capacidade total da usina, que comporta o processamento de 360 milhões de litros por ano.

Focada na sustentabilidade, a empresa promete ainda produzir energia, a partir da queima do bagaço da cana, que poderá entrar junto à rede nacional de energia elétrica, com uma potência de 380 GHw – potência suficiente para abastecer uma cidade com 450 mil pessoas.

Até o fim de 2011, uma terceira usina será entregue pelo grupo Odebrechet em Goiás - a de Água Emendada, no município de Perolândia –, que terá a mesma capacidade de produção da unidade Morro Vermelho.  Somando as três, o grupo estima um investimento de R$ 3 bilhões em Goiás, podendo gerar mais de 16 mil novos postos de trabalho, entre diretos e indiretos. A produção de etanol do Estado, a partir daí, será de 1,44 bilhões de litros por ano.

Presidente do Grupo Odebrechet, Marcelo Odebrechet revela que, com a conclusão de Água Emendada, o Estado ganhará ainda o Polo Araguaia de fabricação de bioenergia. A benfeitoria será possível por meio do planejamento para a proximidade entre as duas novas usinas, em Goiás, e as localizadas nos vizinhos Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Presidente da ETH BioEnergia, José Carlos Grubisich destaca, com a criação do polo de biocombustível, a construção de um alcoolduto ligando os Estados de Goiás, São Paulo e Minas Gerais, para facilitar o escoamento da produção da região. Ele acredita que o projeto será possível por intermédio da união de forças da ETH, Petrobras, Uniduto e a Brenco - também do grupo Odebrechet. O executivo revela ainda que o projeto já está em negociação entre estas as quatro corporações.

“O crescimento do setor sucroalcooleiro em Goiás se deve a uma série de fatores. Entre eles a políticas públicas voltadas para o incremento da industrialização, que garante emprego, temos terras férteis e recursos hídricos excelentes. Temos uma logística muito importante também. Tudo isso favorece para o crescimento do setor no Estado”, afirmou o governador Alcides Rodrigues, presente à inauguração. “Isso (a construção das usinas) só tem sido possível porque contamos com o apoio do governador Alcides Rodrigues, que entendeu a importância deste projeto”, disse o presidente da ETH. (Vinícius Mamede viajou a convite da EHT)

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