O mesmo exame laboratorial pode ficar três vezes mais caro, se o consumidor não fizer uma pesquisa prévia. É o que aponta levantamento divulgado ontem pelo Procon Goiás, realizado entre os dias 19 e 26 de julho, em 11 laboratórios de Goiânia. Foram averiguados 32 tipos de exames, observando as variações de preços. "É claro que em qualquer tipo de estabelecimento, principalmente laboratórios clínicos, além do preço, o consumidor deve avaliar a qualidade dos equipamentos, dos profissionais e acima de tudo, ter confiança no local", diz Gleidson Tomaz Fernandes, gerente de Pesquisa e Cálculo do órgão.
De acordo com o Procon, o preço do exame de parasitologia variou de R$ 4,50 no Laboratório Promédico a R$ 18 no Laboratório Inter Lab - uma diferença de 300%. O exame de glicemia teve variação de 185,71%, custando entre R$ 4,20 no Promédico e R$ 12 no Inter Lab O hemograma completo, cuja variação foi de 144,44%, custa R$ 9 no Promédico e R$ 22 no Atalaia. Já o exame de HIV II e II foi encontrado a R$ 30 no Sigma e R$ 100 no Bio Center - diferente de 233,33%. O lipidograma, por sua vez, teve variação de 177,78% - R$ 18 no Inter Lab e R$ 50 no Ingoh.
Na última pesquisa que o Procon-GO elaborou, em setembro de 2009, foram pesquisados 15 tipos de exames. Segundo Fernandes, nos últimos 10 meses, todos os 15 itens tiveram redução no preço médio. A maior delas foi observada no preço do exame de glicemia, que custava, em 2009, R$ 9,43 e agora pode se encontrado a R$ 8,12 - uma queda de 13,89%. A pesquisa está no site www.procon.go.gov.br. (Da Redação)