O setor de serviços cresceu a taxas superiores às da economia em 2008. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 5,1%, os serviços não financeiros tiveram alta de 18,8% na receita operacional líquida, que saiu de R$ 572 bilhões em 2007, para R$ 680 bilhões em 2008, o que representou um crescimento real de 13,1%, descontada a inflação do período.
Os dados estão na Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2008, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço nos ganhos entre 2007 e 2008 foi puxado por aumentos nas receitas das empresas de atividades imobiliárias, que subiram 20,4% em 2008, para R$ 12,584 bilhões; e no ganhos de serviços profissionais, administrativos e complementares, que aumentaram 19,4% em 2008, para R$ 163,3 bilhões. Neste último segmento, os destaques ficaram por conta dos aumentos das receitas de agências de viagens, operadores turísticos e outros serviços de turismo (23,7%) e de serviços técnico-profissionais (21,9%) entre 2007 e 2008.
Do total da receita operacional líquida apurada pelas empresas em 2008, 29,9% eram originadas das empresas de serviços de informação e comunicação com R$ 203,4 bilhões. Em segundo lugar ficaram as empresas de transportes, correio e serviços auxiliares de transporte e , com 29,2% do total, somando R$ 198,4 bilhões, seguido por companhia de serviços profissionais, administrativos e complementares (como operadoras de turismo e de agenciamento de mão de obra), com 24% do total, totalizando R$ 163,3 bilhões.
Em quarto lugar estão as empresas de serviços às famílias, como hotéis e restaurantes, que responderam por 8,6% da receita total, com ganhos de R$ 58,5 bilhões, seguido pelo segmento “outros serviços”, que abrange empresas de serviços auxiliares de agricultura, e de limpeza urbana e de esgoto, com 4,8% da receita total e ganhos de R$ 32,9 bilhões em 2008. Nas últimas posições estão imobiliárias e empresas de manutenção e de reparação, com 1,9% e 1,6% da receita total (R$ 12,5 bilhões e R$ 10,7 bilhões).
De acordo com a pesquisa, os salários pagos por empresas de serviços não financeiros subiram 14,6% entre 2007 e 2008. De acordo com o instituto, as empresas pagaram em torno de R$ 128,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações em 2008. Segundo o instituto, entre os sete segmentos pesquisados, o avanço da massa salarial no setor foi impulsionado por empresas de serviços profissionais, administrativos e complementares, que são agências de viagem, companhias de segurança e de escritório, entre outros.
O IBGE apurou que, neste tipo de empresa, houve alta de 17,2% na massa salarial entre 2007 e 2008, para R$ 35,8 bilhões. O destaque neste segmento ficou com a alta de 27%, no período, nos salários pagos em empresas que tratam de aluguéis não imobiliários (como atividades de leasing, e aluguel de máquinas e equipamentos) e gestão de ativos intangíveis não financeiros (como administração de direitos de uso a partir de pagamento de royalties).
Empresas de serviços profissionais e administrativos ficaram com a maior fatia de participação no total de salários pagos, com 34,5% do total da massa salarial entre as empresas de serviços não financeiros. A segunda maior participação ficou com as empresas de transportes, serviços auxiliares de transporte e correio, com 26,7% dos salários pagos.(Agência Brasil com Agência Estado)