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sexta-feira, 23 de julho de 2010, 00:59

Com alta de 1,7%, indústria contrata mais em Goiânia

O nível de empregos da indústria, em Goiânia, cresceu 1,7% no primeiro semestre deste ano, em relação a igual período do ano passado, situação que colocou o setor à frente dos demais segmentos, como serviços, atacado, varejo e agronegócio. É o que aponta pesquisa, divulgada ontem, pelo Centro de Pesquisas Econômicas e Mercadológicas da Faculdade Alves Faria (Cepem/Alfa).

De acordo com o economista Aurélio Troncoso, responsável pela coordenação do levantamento, o segmento varejista foi o que menos contratou, registrando queda de 2,8%, na mesma comparação. Segundo ele, no que diz respeito às contratações em geral, houve crescimento de até 5% na empregabilidade – alta de 3% frente ao primeiro semestre de 2009. “Confirmamos o processo de recuperação da economia (goianiense) em face das medidas tomadas pelo governo central combinada com o regional”, disse.

Conforme a pesquisa, o aumento dos estoques das empresas, a retração dos níveis de consumo pela volta da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), em um ambiente de carga tributária elevada, explica o aumento de 32,5% em torno do número de empresários que não sentiram a necessidade de contratar novos trabalhadores.

Para Troncoso, os fatos acima mencionados explicam a redução em 13,6% no número de empresas que demitiram até 3% do número de trabalhadores, no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2009. “O aumento de 7% no número de demissões por aquelas empresas, que disseram ter demitido acima de 20%, pode ser explicado pelo aumento de 5% na participação dos resultados das grandes empresas”, informa o documento do Cepem/Alfa. “Os segmentos varejista, atacadista e de serviços, quando as vendas caem e os níveis de créditos ficam mais restritos, acabam demitindo para manter suas margens de lucro”, destacou o economista.



MÃO DE OBRA

Em sua opinião, um fato que tem merecido destaque nas duas pesquisas (de 2009 e 2010), são os investimentos em capacitação de mão de obra. No primeiro semestre deste ano, 71,4% das empresas pesquisadas disseram que não têm este tipo de política, ou seja, 1,9% maior do que no mesmo período de 2009. “Precisam de mão-de-obra qualificada, mas não investem neste sentido”, critica Troncoso.

Para os 28,6% dos pesquisados que detém estas políticas em suas empresas, as áreas mais relevantes são a de vendas, cujo crescimento foi de 4,5% e de produção com 9,5%. Em ambos os setores, a rotatividade de trabalhadores tem sido alta em Goiânia. “Os treinamentos, quando realizados, visam melhorar a produtividade e estimular o trabalhador a alcançar melhores resultados”, destacou o economista.

De acordo com ele, a pesquisa mostrou que, no agregado, houve aumento da empregabilidade de 0,8% no segmento de serviços, queda de 2,8% no varejo, alta de 0,8% no atacado, alta de 1,7% na atividade industrial e queda de 1,5% nas empresas provenientes do agronegócio, pilar importante de sustentação da economia goiana.

“Na verdade, a economia goianiense, no primeiro semestre de 2010, apresenta sinais claros de recuperação em relação ao mesmo período do ano anterior, que foi marcado pelos efeitos negativos da crise financeira internacional”, disse. “No entanto, ainda apresenta distorções culturais, sobretudo na área de treinamento, colaborando para uma maior rotatividade de trabalhadores nos períodos analisados”, ressaltou Troncoso. (Da Redação)

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