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sexta-feira, 03 de setembro de 2010, 00:05

Indústria goiana é a que mais cresce no país

Ibge - Após duas quedas seguidas,  a produção industrial em Goiás retomou o ritmo de crescimento e levou o Estado a liderar a taxa de crescimento no país em julho.
De acordo com o IBGE, o índice foi de 10,3%, mais de seis pontos acima do segundo colocado no ranking nacional, a Bahia, que obteve crescimento de 3,6%. No acumulado de janeiro a julho de 2010, o desempenho do Estado superou a média nacional (15%), com expansão de 18,9%, e garantiu a segunda posição no País, atrás apenas do Paraná (19,3%). 

Vinicius Mamede


Goiás lidera taxa de crescimento da produção industrial no País. É o que aponta pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de 10,3% registrada em julho foi suficiente para recuperar a perda que o Estado sofreu em junho, quando teve uma redução de 10,7% de sua capacidade. A expansão foi mais de seis pontos acima do crescimento da Bahia – segundo colocado no ranking nacional – de 3,6%. Das 14 localidades levadas em conta na pesquisa, sete tiveram resultados negativos.
O resultado positivo de Goiás em julho não foi superior, porém, ao acumulado em dois meses consecutivos de queda na produção. O resultado negativo de maio e junho gerou déficit de 12,5%. Apesar disso, a média obtida no acumulado do ano – de janeiro a julho de 2010 – superou a média nacional (15%), ao registrar expansão de 18,9%, o que garantiu ao Estado a segunda posição no ranking nacional atrás do Paraná, com 19,3%.
O IBGE destacou, em nota, que o bom resultado no acumulado do ano, em Goiás, foi apoiado na expansão da produção de produtos químicos (104,1%) e dos alimentos e bebidas (7,5%). Na comparação com julho do ano passado, o crescimento foi de 8,8%, pouco acima da média nacional (8,7%). Apesar de sensível, a expansão foi apoiada nos mesmos dois setores: indústria química (36,3%) e de alimentos e bebidas (5,5%). O instituto aponta ainda as boas atuações como decorrentes da maior fabricação de medicamentos de adubos e fertilizantes, pela indústria química, e de leite em pó, farinhas e óleo de soja, pela indústria de alimentos.
Proprietário da Brilhart Indústria e Comércio de Tintas, Washington Ferreira estima uma média de crescimento de, pelo menos, 30% ao mês, desde que a empresa foi criada, em fevereiro deste ano. De acordo com ele, a produção da empresa, em julho, foi de quase 50% em comparação ao mês anterior.
Com apenas cinco meses de existência, a empresa já produz mais de 132 mil litros de tinta por mês e os comercializa em todo o Estado de Goiás e parte do Tocantins.  A alta na produção, segundo Ferreira, é resultado das boas vendas. “Buscamos oferecer preço justo, por meio de parcerias com pequenas redes de materiais de construção”, destacou o empresário.
Economista da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Cláudio Henrique de Oliveira cita a queda da moeda norte-americana, quando comparado à cotação do mesmo período de 2009, para justificar o bom momento da indústria química. “Como maior parte da matéria-prima do segmento químico vem de fora (do País), a redução no dólar permitiu aos empresários comprarem mais e, com isso, aumentar a a produção”, explica.

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