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Rubens Salomão
Rubens Salomão
11/06/2018 | 06h00
Em disputa por discurso, Daniel Vilela cita Iris Rezende

O deputado federal Daniel Vilela (MDB) ainda não apresenta alianças partidárias e busca crescimento em intenções de voto neste período pré-eleitoral com a apresentação de unidade no próprio partido e, externamente, com a defesa de que é o único pré-candidato efetivamente de oposição ao governo de Goiás. O discurso de aliados ao senador Ronaldo Caiado (DEM) usa a proximidade de Maguito Vilela com o governo, mas o deputado se apoia na presença de Iris Rezende e Dona Iris em eventos políticos. Os dois materializam a oposição do MDB há 20 anos. “Ao meu lado estavam Iris Rezende e Iris Araújo que, mais do que ninguém, sabem que nós, do MDB, é que estivemos esses anos todos na trincheira da oposição. E estivemos por um simples motivo: nunca concordamos com as práticas atrasadas do grupo que atualmente governa Goiás”, afirmou o parlamentar depois de evento na região Oeste de Goiânia, neste fim de semana. “Goiás precisa de mudança, porque o tempo de quem sustentou o governo por 8, 12, 16, 20 anos se esgotou”.

Queda

Diante da consolidação de José Eliton (PSDB) no segundo lugar nas pesquisas divulgadas ontem, atrás de Caiado, Daniel Vilela disse ter “tranquilidade” para continuar com o trabalho, sem alterações.

Campo aberto

“A realidade é que existem pesquisas para todos os gostos, com diversos números, mas o único resultado em comum é que mais de 75% dos eleitores ainda não definiram seu voto. As pessoas esperam conhecer as propostas”, acredita.

Unidade tucana

Depois de especulação nos bastidores, o ex-governador Marconi Perillo negou pelas redes sociais que esteja interessado em assumir a presidência do PSDB. No texto, o tucano reafirmou que a escolha do nome do ex-governador Geraldo Alckmin para assumir o comando da legenda foi unânime – em processo que colocou o goiano como primeiro vice-presidente da sigla. “Ele [Alckmin] era o único quadro capaz de promover a união necessária para recolocar o Brasil na direção do crescimento. Trabalhei pessoalmente e de forma incessante nesse sentido e refuto as notícias plantadas, fake news, de que eu teria a intenção de assumir a presidência do PSDB”, publicou. Marconi se manifestou depois que portais de notícias divulgaram informações sobre uma possível articulação de parlamentares tucanos para fazer com que o goiano assumisse a presidência da legenda. A ideia, conforme divulgado na imprensa, era convencer o ex-governador de São Paulo a pedir licença do comando do PSDB para se dedicar exclusivamente à campanha a presidente da República.

CURTAS

Apoio total – Marconi reforçou ainda que o PSDB “tem o melhor e o maior líder à sua frente” e chamou aliados ao trabalho para que “Geraldo seja o presidente do Brasil”.

Campanha – José Eliton e Daniel Vilela estiveram presentes em Jataí neste fim de semana, na comemoração de 123 anos de fundação do município. Sem encontro.

Segurança – Serão abertas amanhã inscrições para o concurso público para delegado substituto da Polícia Civil São ofertadas 100 vagas, com salário de R$ 19,2 mil.

Compensação ambiental

A CEI das obras paradas em Goiânia toma às 9h30 o depoimento do presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA), Gilberto Marques Filho. A intenção é saber como foi feita a compensação pela liberação do shopping Passeio das Águas.

Custo total

O empreendimento ocupou leito de córrego e pagou, entre outras compensações, R$2 milhões à prefeitura, que seriam dedicados à construção de parque na Região Noroeste. O MP cobrou minimização dos danos ambientais causados.

Fake news

“É fato que os checadores não vão dar conta de tudo. O problema é muito grande. Precisamos de vários soldados no exército da checagem”, diz fundadora da Agência Lupa, Cristina Tardáguila.

Histórico

O presidente mais impopular da história brasileira, pós redemocratização, Michel Temer (MDB) bateu mais um recorde negativo. Pesquisa Datafolha mostra que 82% dos brasileiros considera o governo péssimo ou ruim.

Comparação

Apenas 3% dos consultados durante o levantamento consideraram a gestão dele ótima ou boa e 14% regular. O índice de rejeição de Temer, inclusive, supera o de Dilma Rousseff (PT), que, em agosto de 2015, atingia 71%.

Metodologia

A pesquisa foi realizado pelo Datafolha entre 6 e 7 junho, com 2.824 entrevistados em 174 municípios. O contratante é o jornal Folha de S. Paulo, sob registro no TSE: BR-05110/2018 e margem de erro de 2 pontos percentuais para mais e para menos.

 
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