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Xadrez
Rubens Salomão
Rubens Salomão
02/04/2018 | 06h00
Líder do PSDB ignora perdas na janela partidária
A possibilidade é considerada pelo líder da bancada, deputado Gustavo Sebba

O fato de o PSDB ter maior bancada partidária da Assembleia Legislativa representa, mais que a consolidação da base do governo, uma grande concorrência entre candidatos a deputado estadual. Por isso, o fim do prazo da janela partidária, neste sábado (7), deverá ser marcado pela saída de parlamentares da sigla em busca de maior viabilidade eleitoral em partidos menores. A possibilidade é considerada pelo líder da bancada, deputado Gustavo Sebba. “A ideologia política acaba ficando em segundo plano e o candidato pensa nos projeto pessoal para ser eleito. Isso é natural e compreensível, mas o partido trabalha para manter a base unida e ter uma chapa proporcional forte inclusive recebendo novas filiações de lideranças”, defende Sebba. Além dele, a bancada tucana é formada pelos deputados Carlos Antônio, Daniel Messac, Francisco Oliveira, Helio de Sousa, Iso Moreira, Julio da Retífica, José Vitti, Lêda Borges, Manoel de Oliveira, Marquinho Palmerston, Nédio Leite e Talles Barreto. Todos pré-candidatos à reeleição.

Imunidade zero

Do ministro do STF, Edson Fachin, sobre a Operação Skala, que colocou, mais uma vez, o Palácio do Planalto no olho do furacão: “Tem se compreendido que ninguém está imune à investigação”.

Responsabilidade

“Com o devido cuidado, todas as pessoas, independentemente do cargo que ocupam, são suscetíveis a investigações nos termos e nos limites da Constituição. Não há quem esteja excluído, por mais elevado que seja o seu posto”, disse o ministro.

Elegibilidade questionada

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu neste fim de semana a anulação urgente da liminar que permite candidatura do ex-senador Demóstenes Torres (PTB), concedida pelo ministro Dias Toffoli. O recurso foi apresentado ao STF com alegação de que o julgamento do Senado foi político e que o instrumento jurídico utilizado pela defesa é incabível. A procuradora goiana afirma que não cabe ao Judiciário suspender o julgamento do Senado, que cassou o mandato de Demóstenes em 2012 e o tornou inelegível até 2027 por conta do caso Cachoeira. “O recurso em habeas corpus visou anular provas e trancar ação penal; enquanto o Senado tratou da ética parlamentar, fazendo julgamento político, de modo soberano e que só pode ser anulado segundo o devido processo legal”, afirma a procuradora. “O fato de não ser possível usar certas provas para fins penais não anula a cassação do mandato por razões éticas pelo Senado. São esferas jurídicas distintas que consideram fatores diferentes. Uma conduta pode ser contrária à ética e não ser crime”.

CURTAS

Resposta - O advogado de Demóstenes, Pedro Paulo de Medeiros, defende que “o MPF é o fiscal da Lei e, assim sendo, deveria se manifestar favorável à decisão”.

Educação – Foram assinadas ordens de serviço para construção de quatro escolas, em Rio Verde, sendo três delas no Padrão Século 21. Investimentos de R$ 17,4 milhões.

Liberação - O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, anuncia hoje investimentos em Santo Antônio do Descoberto, Goianápolis, Anápolis, Hidrolândia e Corumbaíba.

No telhado

A escolha do deputado federal Daniel Vilela (MDB) para presidir a CCJ da Câmara passou a preocupar o Planalto. Ter no comando do colegiado um candidato a governador agora é um risco, já que Temer deve enfrentar nova denúncia da PGR.

Início de tudo

A CCJ é o ponto de partida para análise da provável denúncia e há dúvidas sobre se Vilela jogaria para o eleitorado ou defenderia o presidente. Apesar da preocupação palaciana, o goiano não dá indícios de que possa abrir mão do cargo.

Tiro certo

Outro fator decisivo é que a indicação de Daniel Vilela vem do líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), que teve o pai, o ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi, preso na Operação Skala.

Falando nisso...

Fora da chefia do MPF há seis meses, Rodrigo Janot passou a ser comentarista no twitter sobre as operações comandadas pela PGR. Sobre o cancelamento da prisão de amigos de Temer, Janot questionou: “Voltou a ser assim?”

Estratégia

Se não houver imprevistos, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles se filia ao PMDB amanhã e entrega o cargo na sexta para lançar pré-candidatura a presidente. Intenção é manter-se na mídia mesmo fora do cargo.

Novo comando

O substituto do ministro anapolino foi escolhido por Michel Temer e será mesmo Eduardo Guardia. Ele ainda enfrenta resistência no Congresso por ser considerado um técnico sem jogo de cintura para a política.

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