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Rubens Salomão
Rubens Salomão
22/03/2018 | 06h00
Deputados votam contra próprias emendas e mantêm veto
Por 20 votos favoráveis e 9 contra, as emendas foram retiradas do texto e os deputados, que indicariam R$ 3 milhões, agora serão buscados individualmente por José Eliton

Depois da indignação de deputados da base aliada, que até consideraram derrubar o veto do governador Marconi Perillo (PSDB) às mais de 800 emendas parlamentares no orçamento para este ano, a decisão do líder tucano foi mantida ontem, com facilidade, no plenário. Por 20 votos favoráveis e 9 contra, as emendas foram retiradas do texto e os deputados, que indicariam R$ 3 milhões, agora serão buscados individualmente por José Eliton (PSDB) para definir quanto das demandas serão atendidas ainda neste ano a partir do dia 7 de abril, quando assume o governo. Votação fiscalizada de perto pelo líder, Francisco Oliveira (PSDB). “Estamos trabalhando junto ao governo diante de um orçamento enxuto que foi aprovado para este ano. Estamos trabalhando para aprovar as emendas impositivas a partir de 2019 e já há articulação do próprio governador Zé Eliton neste sentido. Para este ano, vamos conversar para termos emendas cumpridas”, afirma Lissauer Vieira (PSB). A oposição tinha sete deputados na votação, dos nove que votaram pela derrubada.

Garantido

Antes mesmo das reuniões com a base sobre as emendas parlamentares, o presidente da Casa, José Vitti (PSDB), garantiu junto ao governador a derrubada do veto às emendas da mesa diretora.

Facilidade

Para assegurar a verba da Assembleia, os deputados foram unânimes: 30 a zero. A estimativa é de que as inclusões no orçamento garantam mais de R$ 600 milhões, para custeio e investimentos.

Tayrone abandona candidatura

Depois de se definir com “um avião para fazer campanha”, o ex-vereador Tayrone Di Martino (PSDB) teve oficializado ontem o cancelamento da pré-candidatura a deputado federal. O tucano, ex-petista, deixou o cargo de secretário de Governo na gestão estadual antes mesmo do prazo de desincompatibilização requerido pela Justiça Eleitoral para candidatos e iniciou trabalho intenso de mobilização no estado, com ações pelo interior, mas foco em Goiânia e Região Metropolitana. Principalmente em Trindade, onde conta com proximidade com o do provincial na Congregação do Santíssimo Redentor, Padre Robson de Oliveira. A pré-campanha, no entanto, tem fim definido com nova nomeação de Tayrone, que agora passa a ocupar uma das secretarias extraordinárias no governo estadual. O retorno foi oficializado na terça-feira e publicado ontem no Diário Oficial do Estado. O tucano ainda não apresentou justificativas para o recuo, mas lideranças da base acreditam que a Operação Caifás, do Ministério Público Estadual em Formosa, teria ligado sinal de alerta.

CURTAS

Água em pauta – A Assembleia Legislativa recebe movimentos sociais e ambientalistas às 9h para a audiência “Nossos Rios e o Cerrado”. Iniciativa de Adriana Accorsi (PT).

À igualdade – Debate na OAB/GO aborda, das 18h às 20h30, o “Empoderamento e Participação da Mulher na Política Brasileira”.

Virou moda – Vereadores de Aparecida de Goiânia recebem às 8h30 o secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães. A cobrança já é rotina em Goiânia.

Passe valorizado

A direção e bancada federal do PP goiano preferiu continuar em meio aos assédios da base governista e da oposição, ao invés de tomar decisão por algum dos lados. Foi o saldo de reunião realizada ontem na sede do partido em Brasília.

Prazo total

O presidente nacional, senador Ciro Nogueira, reforçou defesa de aliança com o MDB, mas deixou a decisão para Wilder Morais, Alexandre Baldy, Roberto Balestra e Sandes Júnior. Sugeriu prazo até o fim das convenções, em 4 de agosto.

Gato escaldado

Depois de liderar pesquisas a prefeito de Goiânia e ficar fora do segundo turno em 2016, o deputado federal Waldir Soares (PSL) afirmou, sobre Ronaldo Caiado: “Estamos na frente, mas não se iludam com pesquisa não”.

Ao voto

Com mais um esvaziamento do plenário por parte da base aliada, deixou de ser votado ontem, pela terceira vez, o projeto do governo que perdoa dívidas de ICMS da Celg-D – hoje Enel, anteriores a 2015.

Irritação e birra

“Tínhamos até quórum na terça-feira, mas eu fiquei meio nervoso. Tinha combinado com os deputados e não deu certo. Fui birrento”, conta José Vitti (PSDB). O acordo previa votação de vetos a emendas da Casa no orçamento, derrubados só ontem.

Feira livre

A semana tem sido marcada por debates entre deputados interessados em adiantar as contas sobre a eleição. É que as sobras não mais favorecerão candidatos com baixa votação em grandes coligações.

 
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