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quinta-feira, 29 de julho de 2010, 00:27

Aulas começam dia 3, garante secretária

Maria José Sá


A secretária Municipal de Educação, Márcia Carvalho, anunciou, ontem, que as aulas das escolas municipais e Cmeis de Goiânia reiniciam no próximo dia 3 de agosto. "O professor que não comparecer no dia 2, para o planejamento de aula, e dia 3, para o reinício das aulas, terá o ponto cortado", advertiu a secretária. Ela afirma que a greve da categoria já foi decretada ilegal, em duas instâncias. "A administração municipal não vai mais tolerar esse comportamento com fins eleitoreiros, que está prejudicando 140 mil estudantes da rede municipal."

De acordo com a secretária, o piso salarial nacional do professor é de R$ 1.024,00 para 40 horas semanais. Ela diz que os professores de Goiânia ganham o piso de R$ 1.024,00 por 30 horas semanais. "E ainda recebem gratificação de R$ 208,00. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás (Sintego) fez essa greve exclusivamente para promover seus candidatos políticos." Márcia Carvalho afirma que as aulas perdidas pela greve serão repostas.

No último dia 22 de junho, a Justiça decretou, de forma liminar, a ilegalidade da greve na rede municipal de ensino de Goiânia. No dia 29 de junho, o juiz Gerson Santana Cintra, substituto do desembargador da 6ª Câmara Cível de Goiânia, determinou o fim da paralisação e o retorno imediato ao serviço dos trabalhadores de todas as unidades que aderiram à mobilização. No entanto, segundo a presidente do Sintego, Ieda Leal, o sindicato recorreu, na última segunda-feira, a decisão da Justiça, argumentando que a paralisação é um direito expressamente garantido pela Constituição Federal e que há jurisprudência no Supremo Tribunal Federal (STF) para a manifestação grevista dos trabalhadores.

Ieda Leal, afirmou que no dia 2 de agosto, às 9 horas da manhã, o Sintego realizará uma assembléia geral com toda a categoria na Catedral Metropolitana, no Centro de Goiânia, quando avaliará os rumos do movimento. "Iremos voltar as salas de aula apenas se a Prefeitura oferecer uma proposta que seja viável a nossa categoria", relatou. Para ela o argumento da secretaria de municipal de educação, Márcia Carvalho - de que o dia de trabalho do professor será cortado - é apenas um recurso utilizado pela Prefeitura para "forçar a paralisação do movimento".

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