Um em cada quatro alunos de Goiânia está fora da faixa de peso considerada saudável. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE), 75,6% dos alunos que frequentam o nono ano do ensino médio na capital estão com “eutrofia” (nutrição de boa qualidade), 14,9% estão com sobrepeso, 5,7% estão com obesidade e 3,7% com baixo peso. A situação coloca a cidade em quarto lugar comparada às demais capitais do Brasil quando o assunto é o baixo peso dos alunos. A pesquisa, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) levou em consideração dados de 2009. Nos demais casos, os dados de Goiânia são melhores do que a média nacional.
A diretora da Escola Municipal Professor Trajano de Sá, Sueli Domingas, conta que é natural se deparar com alunos que chegam à escola sem antes ter feito alguma refeição em casa. No período matutino, ela calcula que 30% vão para a escola sem ter tomado o café da manhã. “Alguns já chegam querendo a merenda”, expõe.
Sueli diz que a porcentagem de casos para o período vespertino é menor. Ela avalia que o número de jovens que vão para a escola sem ter almoçado é menor do que os que vão sem ter tomado o café, mas a recorrência é natural. “Sempre tem os que pedem a merenda antes da hora”, coloca.
A nutricionista da equipe técnica do departamento de alimentação educacional da Secretaria Municipal de Educação (SME), Nágila Araújo de Carvalho, também segue o mesmo raciocínio e diz que os jovens das escolas públicas, geralmente, são alunos de baixa renda e existem casos em que o acesso ao alimento não é o suficiente.
A média, no entanto, não é uma situação que atinge apenas as escolas públicas. A análise também envolve as escolas privadas. A média goianiense de alunos abaixo do peso também excede a nacional para escolas privadas, que é de 1,9%, enquanto a de Goiânia é de 2,4%.
Nágila destaca que a faixa etária dos alunos que estão no 9º ano representa um período de transformações corporais e os perfis são diversos, sendo natural a existência de uma porcentagem que esteja abaixo do peso. Ela salienta, apesar disso, o baixo porcentual do caso e diz que se comparar com as médias obtidas nas outras situações, chegará à conclusão de que o excesso de peso atinge uma parcela mais significativa dos alunos. (Da Redação)