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quarta-feira, 01 de setembro de 2010, 00:05

Explosão mata soldador

O soldador Vanderlúcio de Lima Monteiro, de 40 anos, morreu na tarde de ontem quando começou a soldar uma carreta tanque com capacidade de 35 mil litros, que explodiu. O acidente ocorreu na região pólo da Petrobras, no Jardim Novo Mundo, em Goiânia. Pedaços da carreta atingiram um raio de 450 metros da empresa Rodobem , que atua na manutenção de caminhões.

Na empresa de José Mariano Alves,  que fica em frente ao local,  uma chapa de mais de cem quilos atingiu pedaço do telhado do escritório. Muitas telhas e madeiras da entrada do local desabaram. José estima que o prejuízo foi de aproximadamente R$ 5 mil. Ele relata que todas as vidraças de um galpão a 450 metros do local do acidente quebraram.

Na casa do pedreiro Fábio Ferreira, 28, que mora a 400 metros da empresa, um estilhaço de aço de aproximadamente 40 centímetros caiu na quina do telhado e 20 telhas quebraram. Ele afirma que ninguém se machucou com a lataria. “Com a explosão, o chão tremeu e chegou a balançar as árvores”, relatou. O  motorista Flávio Bezutti, 35, estava do outro lado da rua quando ouviu o estrondo. “Todos ficamos assustados”, fala.

Segundo o comandante do Policiamento Urbano da 15ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), tenente Cleiton Pereira Lopes, no momento que o funcionário encostou o equipamento de solda no meio da carreta, ela explodiu.  “A intensidade foi tão forte que o tanque rasgou como um papel.”

O corpo da vítima ficou dilacerado com o impacto da explosão. De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros Eduardo Campos Cardoso, quando o resgate chegou, a vítima não apresentava resquícios de vida. “Não havia osso por completo no corpo”, relata.

O teto do galpão onde o tanque estava também ficou destruído, mas o cavalo que o tanque estava engatado não sofreu avarias. Os bombeiros afirmaram que a carreta estava carregada com gasolina do tipo Podium, que é mais volátil. O tenente Cardoso explica que para o procedimento de solda nesse tipo de recipiente deve se fazer vaporização ou exaustão para retirar todo o vapor existente. “O vapor, nesse caso, é mais perigoso que o líquido. Não posso dizer que não foi feito o procedimento”, ressalta.

Os bombeiros não encontraram com a vítima equipamentos de segurança, como capacete. Vanderlúcio trabalhava no local como terceirizado de uma cooperativa. A empresa Rodobem não quis se pronunciar.  O tio de Vanderlúcio, Antônio Batista da Silva, 56, conta que a vítima era casado e tinha três filhos. (Cejane Pupulin)

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